Termina prazo para manifestação de interesse pela Alitalia

Companhia italiana passa por crise e está sob intervenção

Manifestação de trabalhadores da Alitalia em Roma, no dia 27 de maio
Manifestação de trabalhadores da Alitalia em Roma, no dia 27 de maio (foto: ANSA)
20:44, 05 JunROMA ZLR

(ANSA) - Terminou nesta segunda-feira (5) o prazo para a manifestação de interesse pela companhia aérea italiana Alitalia, que passa por uma grave crise financeira e está sob intervenção do governo nacional.

Ainda não se sabe os detalhes das ofertas - os comissários designados por Roma para administrar a empresa mantêm o mais absoluto sigilo -, mas algumas fontes dizem que pouco menos de 20 grupos se apresentaram.

No entanto esse número deve cair bastante, já que alguns dos interessados não cumprem requisitos mínimos de solidez e sustentabilidade. Os envelopes serão abertos nesta terça-feira (6), quando as propostas começarão a ser examinadas.

Cotada como possível compradora, a norte-americana Delta não confirmou se manifestou seu interesse pela Alitalia, mas garantiu que "monitora" a situação da maior companhia aérea do país europeu. Já a árabe Etihad, que controla 49% da empresa italiana, se disse disposta a "reforçar" seu envolvimento e aberta a "explorar todas as opções".

Por sua vez, a alemã Lufthansa, que já salvará a suíça Swiss em 2005, reiterou que não está interessada na Alitalia, assim como a irlandesa Ryanair e a norueguesa Norwegian. Ainda assim, a realidade sobre os candidatos só deve ser conhecida nesta terça.

A partir da abertura dos envelopes, os comissários Luigi Gubitosi, Enrico Laghi e Stefano Paleari enviarão uma "carta de procedimento" aos interessados e fixarão um prazo para a apresentação das propostas não vinculantes, provavelmente o fim de julho.

O objetivo do governo é ter as ofertas vinculantes no máximo até outubro. Paralelamente, os comissários trabalham para reduzir custos na empresa: a administração extraordinária já conseguiu economizar 100 milhões de euros com combustível e agora tentará renegociar contratos de leasing.

A crise na Alitalia se agravou após os funcionários terem rejeitado um plano de demissões de 1 mil pessoas, requisito obrigatório para os acionistas aumentarem o capital da companhia aérea em 2 bilhões de euros.

Com isso, a empresa se viu na perspectiva de ficar sem liquidez em poucas semanas e pediu a intervenção do governo, que conseguiu a aprovação da União Europeia para um empréstimo-ponte de 600 milhões de euros. Ao menos até outubro, as operações da Alitalia devem seguir normalmente. (ANSA)

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