Coronavírus e petróleo derrubam bolsas na Europa

Milão lidera a desvalorização, com queda de cerca de 10%

Homem acompanha desempenho do FTSE MIB, principal índice da Bolsa de Milão
Homem acompanha desempenho do FTSE MIB, principal índice da Bolsa de Milão (foto: ANSA)
08:09, 09 MarMILÃO ZLR

(ANSA) - A epidemia do novo coronavírus e a disputa entre Arábia Saudita e Rússia sobre o preço do petróleo montaram um cenário caótico no mercado financeiro e derrubaram bolsas mundo afora nesta segunda-feira (9).

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou o pregão com queda de 4,23%, perdendo 1.106,21 pontos e chegando a 25.040,46. Já a Bolsa de Valores de Milão lidera entre os piores desempenhos na Europa, com desvalorização de 9,87% no índice FTSE MIB por volta de 11h30 (horário local), em função das restrições impostas pelo governo na Lombardia e em 14 províncias de outras quatro regiões.

As áreas afetadas formam um dos principais polos industriais da Itália, que já contabiliza 7.375 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 366 mortes. O desempenho negativo do FTSE MIB é puxado pelas empresas petrolíferas Saipem (-19%) e ENI (-16%), também em função da decisão da Arábia Saudita de reduzir seus preços de exportação da commodity em 10%.

A medida é uma retaliação à Rússia, que se negou a fechar um acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para reduzir a produção e conter a queda dos preços por causa da epidemia de coronavírus.

As tensões também provocam quedas nas bolsas de Londres (-6,13%), Paris (-6,97%) e Frankfurt (-6,62%). A epidemia de coronavírus já contaminou mais de 110 mil pessoas ao redor do mundo e matou quase 4 mil. (ANSA)

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