70% das vagas de emprego fechadas na Itália em 2020 eram de mulheres

Números evidenciam desigualdade no mercado de trabalho italiano

Manifestação por igualdade de gênero em Turim, na Itália
Manifestação por igualdade de gênero em Turim, na Itália (foto: ANSA)
14:20, 04 FevROMA ZLR

(ANSA) - Dados divulgados no início desta semana evidenciaram as desigualdades de gênero no mercado de trabalho na Itália.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (Istat), o país perdeu 444 mil postos de trabalho em 2020, sendo que 312 mil, ou 70% do total, eram ocupados por mulheres.

Apenas em dezembro, foram fechadas 101 mil vagas em relação a novembro. 90% desses postos de trabalho pertenciam a mulheres. "A queda na ocupação está concentrada nas mulheres e envolve tanto funcionárias de carteira assinada quanto autônomas", disse o Istat.

Ainda na comparação entre dezembro e novembro, a taxa de ocupação caiu 0,5 ponto entre as mulheres e permaneceu estável entre os homens. Já a taxa de inatividade, que engloba aqueles que desistiram de procurar trabalho, subiu 0,4 ponto entre as mulheres e diminuiu 0,1 ponto entre os homens.

Por meio de um comunicado, o grupo feminista Donne per la Salvezza (Mulheres pela Salvação, em tradução livre) disse que é preciso dar um "salto de qualidade" nas políticas de igualdade de gênero na Itália.

"Pedimos que no próximo governo as cotas de gênero sejam 50/50 e um ministério forte para a igualdade. E que se comece a pensar em uma mulher como ministra da Economia ou premiê", afirmou o grupo.

As demissões estão proibidas na Itália até março para todas as empresas que usufruíram de desonerações fiscais durante a pandemia e da chamada "caixa integração", quando o governo ajuda a pagar o salário de trabalhadores com contratos suspensos ou reduzidos.

No entanto, há exceções para o caso de falências ou fechamento das atividades. A taxa de desemprego no país encerrou dezembro em 9%, alta de 0,2 ponto percentual em relação a novembro, de acordo com o Istat. (ANSA) 

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