Itália recebe primeira parcela de fundo de recuperação da UE

País é maior beneficiário do programa, com direito a € 191

Premiê Mario Draghi entrega à UE plano de recuperação da Itália, em 22 de junho
Premiê Mario Draghi entrega à UE plano de recuperação da Itália, em 22 de junho (foto: ANSA)
11:05, 13 AgoROMA ZLR

(ANSA) - A Itália recebeu nesta sexta-feira (13) a primeira parcela de sua fatia do fundo de recuperação da União Europeia para o pós-pandemia, principal aposta do país para modernizar sua economia e deixar para trás os anos de crise.

A quantia desembolsada pela Comissão Europeia, poder Executivo da UE, totaliza 24,9 bilhões de euros, o que corresponde a 13% dos 191,5 bilhões a que o país, maior beneficiário do fundo em números absolutos, tem direito.

O valor total será pago até 2026, com base no cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo próprio governo. Dos 24,9 bilhões, 8,957 bilhões correspondem a repasses a fundo perdido, e 15,937 bilhões são de empréstimos com juros abaixo do mercado.

"A primeira destinação de fundos à Itália inicia uma retomada duradoura do país", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. "O seu plano de retomada mostra o nível de ambição necessário para fazer do país um motor de crescimento de toda a Europa", acrescentou.

Já o comissário de Economia da UE e ex-premiê da Itália, Paolo Gentiloni, afirmou que o programa de estímulos é uma "oportunidade histórica" para o país. "Essa é uma ocasião irrepetível para a Itália relançar a economia e construir um futuro sustentável para as próximas gerações", salientou.

Investimentos

O Plano Nacional de Retomada e Resiliência da Itália (PNRR) contém 190 medidas, incluindo 132 investimentos e 58 reformas estruturais, além de 525 objetivos a serem alcançados.

Incluindo 30,6 bilhões em recursos próprios, o PNRR totaliza 222,1 bilhões de euros, dinheiro a ser empregado até 2026, e é dividido em seis macroáreas: revolução verde e transição ecológica (68,65 bilhões), digitalização, inovação, competitividade e cultura (49,27 bilhões), educação e pesquisa (31,88 bilhões), infraestrutura e mobilidade sustentável (31,46 bilhões), inclusão e coesão (22,37 bilhões) e saúde (18,51 bilhões).

De forma geral, o plano é composto de propostas genéricas, mas também há projetos mais concretos, como investimentos de 24,77 bilhões de euros na rede ferroviária; 6,31 bilhões para levar internet banda larga a 8,5 milhões de residências, empresas e escritórios públicos; e 1,5 bilhão para construção de aterros sanitários e modernização dos já existentes.

Além disso, o programa prevê 2,72 bilhões de euros para a recuperação de patrimônios culturais, religiosos e rurais fora dos grandes centros turísticos e 4,6 bilhões para a criação de 228 mil vagas em creches. (ANSA)

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