Sucessora da Alitalia abre venda de passagens em 26/8

A ITA participará de leilão para ficar com a marca anterior

Atual Alitalia vai deixar de operar em outubro
Atual Alitalia vai deixar de operar em outubro (foto: ANSA)
11:25, 24 AgoROMA ZLR

(ANSA) - A Italia Trasporto Aereo (ITA), sucessora da companhia aérea Alitalia, vai iniciar a venda de passagens no próximo dia 26 de agosto, com voos programados para a partir de 15 de outubro.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), cerca de uma semana depois de a ITA ter recebido autorização da Entidade Nacional de Aviação Civil da Itália (Enac) para começar suas operações.

Já a Alitalia vai interromper à meia-noite desta quarta (25) a comercialização de bilhetes aéreos para voos após 15 de outubro. A ITA, que vai iniciar sua trajetória com capital público, já fez uma oferta para comprar os ativos da Alitalia e participará de um leilão para ficar com a marca.

A nova empresa terá uma frota de 52 aviões, quantia que será aumentada para 78 em 2022 e 105 até o fim de 2025. O plano industrial ainda prevê cerca de 2,8 mil funcionários na ITA, com o objetivo de chegar até 5,75 mil em 2025 - a atual Alitalia tem 10,5 mil empregados.

A companhia terá como hubs os aeroportos de Fiumicino, nos arredores de Roma, e Linate, em Milão, que cobrirão inicialmente 45 destinos (podendo chegar a 74 até 2025), incluindo Nova York, Boston, Miami, Washington, Los Angeles, Tóquio, São Paulo e Buenos Aires.

Crise

A Alitalia pertence oficialmente à holding Compagnia Aerea Italiana (51%) e à Etihad Airways (49%), mas está sob intervenção do governo desde maio de 2017 por causa de uma crise de liquidez que a deixou à beira da falência.

Decretos aprovados no ano passado autorizam um aporte de até 3 bilhões de euros para reestatizar a companhia aérea, que será rebatizada como ITA. A operação precisou do aval da União Europeia, que tem severas restrições a auxílios estatais para grupos privados.

A Alitalia já vem sobrevivendo desde 2017 graças a repasses do governo, situação que se agravou com a crise no setor aéreo provocada pela pandemia de Covid-19. Se não houvesse acordo com a UE, a empresa poderia ser liquidada. (ANSA)

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