Inflação na Itália registra maior valor desde 2013

Aumento dos preços foi puxado pela alta da energia

Alta da energia puxou inflação na Itália em agosto
Alta da energia puxou inflação na Itália em agosto (foto: ANSA)
08:05, 15 SetROMA ZLR

(ANSA) - A inflação na Itália em agosto atingiu o maior valor desde janeiro de 2013, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).

Segundo o órgão, o Índice Nacional de Preços de Consumo para a Coletividade (NIC) cresceu 0,4% em agosto na comparação com julho e 2% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Um aumento dessa ordem não era visto desde janeiro de 2013, quando a inflação registrou alta de 2,2% na base anual, e foi causado sobretudo pela disparada no preço da energia.

Esse componente teve crescimento de 19,8% na comparação com agosto de 2020, e a situação ainda pode piorar, já que o ministro da Transição Ecológica da Itália, Roberto Cingolani, disse no início da semana que o preço da energia vai subir até 40% no quarto trimestre.

Até o momento, a inflação acumulada em 2021 na Itália é de 1,7%, número elevado para um país que, até alguns anos atrás, convivia com a ameaça de deflação.

"Se em outubro ocorrer o encarecimento da energia, teremos uma onda de aumento dos preços no varejo em todos os setores, com duros efeitos sobre as famílias e consequências depressivas no consumo. O governo deve adotar medidas para evitar mais um golpe no bolso dos italianos", disse Carlo Rienzi, presidente da Codacons, principal associação de defesa do consumidor no país. (ANSA)

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