UE alerta para aumento das despesas públicas na Itália

País é um dos mais endividados do bloco

O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, que foi presidente do Banco Central Europeu
O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, que foi presidente do Banco Central Europeu (foto: LaPresse)
13:58, 24 NovBRUXELAS ZLR

(ANSA) - O poder Executivo da União Europeia alertou nesta quarta-feira (24) que a Itália, um dos países mais endividados do bloco, precisa tomar medidas para limitar o crescimento dos gastos públicos.

A recomendação está no parecer da Comissão Europeia sobre o projeto de Lei Orçamentária do governo de Mario Draghi. No entanto, como Bruxelas vem adotando uma postura mais flexível devido à pandemia de Covid-19, não há nenhum pedido de ajuste nas previsões de Roma.

Ainda assim, o Executivo da UE alerta que a Itália "não planejou suficientemente o limite do crescimento da despesa pública".

"Para contribuir para o atingimento de uma política fiscal prudente, a Comissão Europeia convida a Itália a tomar medidas necessárias para limitar a expansão da despesa pública corrente", diz o documento.

De acordo com o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, o país é um dos três Estados-membros que apresentam "desequilíbrios excessivos" em suas políticas fiscais - os outros são Grécia e Chipre.

Já o comissário de Economia da UE, o italiano Paolo Gentiloni, contemporizou e disse estar "convencido" de que o governo Draghi vai aceitar as observações feitas por Bruxelas.

A Itália entrou na pandemia com a segunda maior dívida pública da UE, pouco mais de 130% do PIB, mas esse índice saltou para mais de 155% em 2020 devido aos gastos provocados pela crise sanitária.

"Reduzir a dívida enquanto se estimula o crescimento não é necessariamente um oximoro. Transformar esse objetivo em realidade será o desafio crucial para nossas políticas e regras fiscais nos próximos anos", ressaltou Gentiloni. (ANSA)

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