Elon Musk faz oferta de US$ 43 bilhões pelo Twitter

Bilionário promete 'destravar' potencial da rede social

Elon Musk quer comprar 100% do Twitter
Elon Musk quer comprar 100% do Twitter (foto: EPA)
09:39, 14 AbrMILÃO ZLR

(ANSA) - O bilionário americano Elon Musk, atual homem mais rico do mundo, fez uma oferta hostil de cerca de US$ 43 bilhões para comprar 100% das ações do Twitter e fechar o capital da empresa.

De acordo com documento protocolado na Comissão de Títulos e Câmbio (SEC, na sigla em inglês), a proposta é de US$ 54,20 por ação, um prêmio de quase 20% em relação ao valor de fechamento do papel no pregão da última quarta-feira (US$ 45,85).

A oferta chega dias depois de Musk, dono de 9,2% do Twitter, ter desistido de ocupar uma vaga no conselho de administração da rede social. "Investi no Twitter porque acredito em seu potencial para ser a plataforma para a liberdade de expressão no mundo, e eu acredito que a liberdade de expressão é um imperativo social para uma democracia funcional", diz o bilionário no documento enviado à SEC.

"No entanto, desde que fiz meu investimento eu percebi que a empresa não vai prosperar nem atender a esse imperativo social em seu formato atual. O Twitter precisa ser transformado em uma empresa fechada", acrescentou Musk, ressaltando que não está aberto a negociação.

"Essa é minha melhor e última oferta e, se não for aceita, precisarei reconsiderar minha posição como acionista. O Twitter tem um potencial extraordinário. Eu vou destravá-lo", prometeu.

Musk tem feito nas últimas semanas diversas postagens sobre o futuro do Twitter em seu perfil na rede social, sugerindo por exemplo a inclusão de uma opção para editar tuites ou cobrar uma mensalidade de usuários verificados.

Além disso, questionou que muitas das contas mais seguidas na plataforma raramente publicam conteúdo. "O Twitter está morrendo?", escreveu o bilionário no último dia 9 de abril.

Sua proposta por 100% das ações não é vinculante, e Musk ainda se reserva o direito de "retirar a oferta ou modificar seus termos em qualquer momento".

Por meio de um comunicado, o Twitter disse que seu conselho de administração vai "avaliar a proposta com cuidado" para determinar se ela atende aos "melhores interesses da companhia e dos acionistas". (ANSA)

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