GP do Brasil chega para celebrar ano prateado da F1

No domingo, atenção estará voltada para os pilotos da Mercedes

Hamilton e Rosberg, da Mercedes
Hamilton e Rosberg, da Mercedes (foto: EPA)
14:04, 08 NovSÃO PAULO Por Tatiana Girardi

(ANSA) - A Fórmula 1 chega às duas últimas provas da temporada sem saber quem será o piloto campeão. Porém, entre as equipes, não há dúvidas de que o ano foi prateado.
    Desde os primeiros testes, a Mercedes apareceu como uma das favoritas ao título. O que ninguém previa era que a vantagem seria tão grande. Com 608 pontos (245 a mais que a Red Bull, que ocupa o segundo lugar), 12 poles e 10 vitórias, a equipe fez um dos campeonatos mais perfeitos dos últimos anos.
    Entre os pilotos, Lewis Hamilton e Nico Rosberg alternaram grandes e péssimos momentos. Na primeira parte da temporada, Rosberg foi soberano. Mesmo quando ficava atrás de Hamilton, o alemão não perdia a calma e conseguia virar a situação a seu favor. Porém, o grande divisor de águas foi o GP de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Logo na segunda volta da corrida, a disputa tomou um rumo completamente diferente. Rosberg colidiu propositalmente com Hamilton ao tentar uma ultrapassagem na curva Les Combes. A tentativa causou um pequeno choque, que acabou furando o pneu traseiro esquerdo do inglês e fez com que ele abandonasse a prova. Após a corrida, em duas reuniões com a equipe, o alemão assumiu publicamente seu erro e, aparentemente, se enfraqueceu na luta interna pelo posto de número 1.
    Quando as tradicionais férias do meio de temporada terminaram, Hamilton voltou imbatível. Foram cinco vitórias consecutivas e, mesmo quando não largava na frente, teve facilidade para superar seu companheiro de equipe. Agora, na reta final, ele precisa apenas de dois segundos lugares para, enfim, conquistar seu bicampeonato na categoria. Para Rosberg, a missão é bem mais complicada e nem a pontuação dobrada de Abu Dhabi parece ajudar. O alemão precisa de duas vitórias e ainda torcer para que Hamilton tenha uma corrida catastrófica tanto em Interlagos, no próximo domingo, como no Oriente Médio.


    Novidade

Outra surpresa do campeonato 2014 foi o sorridente Daniel Ricciardo. Em seu primeiro ano na tetracampeã Red Bull, o australiano deu um banho de competência e simpatia e, por incrível que pareça, não facilitou para seu companheiro de equipe, Sebastian Vettel. Com 65 pontos a mais que Vettel, Ricciardo ocupa a terceira colocação no ranking de pilotos. Já para Vettel, a pressão por ter apresentado resultados ruins foi a principal razão para o piloto deixar a Red Bull. O destino mais provável do alemão é a Ferrari.
    Por sua vez, a equipe italiana está, mais uma vez, entre as decepções do campeonato. Fernando Alonso bem que tenta levar a equipe para frente, mas, a duas corridas do fim, a escuderia de Maranello não conseguiu um pódio sequer na temporada. O espanhol vive disputando, no máximo, um quarto lugar. Já Kimi Raikkonen terminou por diversas vezes fora da lista dos 10 melhores colocados.
    No quesito desempenho fraco, o brasileiro Felipe Massa também não fez um ano empolgante. Sem vitórias na categoria desde o GP Brasil de 2008, quando perdeu o título mundial na última curva, o brasileiro teve constantes problemas técnicos e está vendo seu companheiro Valtteri Bottas despontar dentro da Williams. O finlandês está em quarto no campeonato, com 155 pontos, contra a oitava posição de Massa, com 83 pontos. (ANSA)

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