Presidente da Fifa diz que 'tempo do futebol voltará'

Infantino pediu para todos 'seguirem as regras das autoridades'

Gianni Infantino afirmou que o seu 'coração italiano' está 'dilacerado'
Gianni Infantino afirmou que o seu 'coração italiano' está 'dilacerado' (foto: ANSA)
14:32, 02 AbrROMA ZRS

(ANSA) - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nesta quinta-feira (2), em uma entrevista à ANSA, que o "tempo do futebol voltará". Além disso, o dirigente ítalo-suíço também incentivou todos a "seguirem as regras das autoridades científicas".

O futebol italiano está paralisado em decorrência do novo coronavírus. De acordo com a Defesa Civil, o país soma 13.155 mortes ocasionadas pela Covid-19 e 110.574 contágios, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que possui 216.768 contaminações.

"Meu coração italiano está dilacerado pelas imagens de um sofrimento terrível que descreve o luto que afeta as famílias de nosso país. Hoje, devemos pensar em aliviar aqueles que sofrem, devemos seguir as as diretrizes das autoridades científicas", alertou Infantino.

"A hora do futebol voltará e quando voltar vamos celebrar juntos a saída de um pesadelo. [Voltaremos] totalmente diferentes, inclusivos, mais sociais e solidários. A Itália vai conseguir, porque nos momentos mais difíceis ela sabe dar o seu melhor. Estou com todos vocês, meus queridos amigos", acrescentou o dirigente.

Infantino também declarou sua proximidade aos "heróis modernos", mencionando os enfermeiros e médicos. O ítalo-suíço aproveitou a ocasião e parabenizou as pessoas que doaram máscaras e ventiladores para os pacientes da Covid-19.

Na terça-feira (31), um porta-voz da Fifa confirmou à ANSA que a confederação estuda abrir seu caixa bilionário para criar um fundo especial de emergência, que poderia ajudar clubes, ligas e federações. Segundo o jornal "The New York Times", o caixa da entidade tem uma reserva de US$ 2,7 bilhões.

De acordo com um levantamento do jornal "La Repubblica", caso a temporada não seja devidamente concluída, os times da Série A podem perder até 770 milhões de euros, entre direitos televisivos e receitas de merchandising.

A emergência da Covid-19 pode complicar ainda mais a situação financeira de clubes das divisões amadoras. Massimiliano Calzolari, diretor esportivo do Mezzolara, time que disputa a Série D, afirmou em entrevista à emissora "E'TV Rete 7", que "cerca de 30 ou 40%" das equipes inscritas na quarta divisão "correm o risco de não conseguir se inscrever para as próximas competições".(ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA

archivado en