Maradona tomou remédios dissolvidos em cerveja, diz testemunha

Psicopedagoga afirmou que o ex-craque estava 'irreconhecível'

Um mural de Maradona em Buenos Aires, na Argentina
Um mural de Maradona em Buenos Aires, na Argentina (foto: Ansa)
14:09, 17 FevBUENOS AIRES ZRS

(ANSA) - A psicopedagoga Griselda Morel, que acompanhou o filho mais novo de Diego Maradona, revelou em seu depoimento que o ex-jogador do Napoli tomava seus comprimidos dissolvidos na cerveja, segundo um dos trechos divulgados pela agência "Noticias Argentinas".

Morel era a psicóloga de Dieguito Fernando, de oito anos de idade. O caçula de Maradona era muito próximo ao pai e a profissional acompanhou o menino em todas as visitas ao ídolo argentino.

"Monona [cozinheira de Maradona] me contou repetidamente como os cuidadores dissolviam os comprimidos na cerveja para certificar que Diego passasse bem a noite. Já que Maradona tinha insônia, as vezes ele mesmo pedia os comprimidos e eles faziam de tudo. Se Diego levantasse às 9 da manhã com vontade de uma cerveja, eles o davam", declarou Morel.

A psicóloga do filho de Maradona ainda declarou que Diego começou a beber muita cerveja e vinho entre os meses de setembro e outubro. Morel também revelou que o rosto do ex-craque estava tão inchado que era quase "irreconhecível".

"Uma vez encontramos Maradona em uma sala falando ao celular, mas o aparelho não estava lá, estava na imaginação dele", disse a psicopedagoga.

Em seu depoimento, Morel deu mais informações sobre as supostas péssimas condições da residência em que Maradona viveu em seus últimos dias.

"Os cuidadores continuamente ofereciam bebidas e atordoavam Maradona para deixá-los em paz. Aquela casa ficou reduzida a uma mer..., com tanta sujeira e uma geladeira cheia de álcool. Diego reclamou um dia que o banheiro ficava no andar de cima e eles deram banho nele com uma mangueira de borracha", acusou Morel.

Maradona, que foi um dos melhores jogadores da história do futebol, faleceu no dia 25 de novembro, aos 60 anos de idade, após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua casa em Tigre, na Argentina. (ANSA).
   

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