Uefa aprova reintegração de 9 clubes da 'Superliga'

Juventus, Barcelona e Real Madrid ainda podem ser punidos

'Superliga' provocou terremoto no futebol europeu
'Superliga' provocou terremoto no futebol europeu (foto: EPA)
16:09, 07 MaiROMA ZGT

(ANSA) - A Uefa anunciou nesta sexta-feira (7) que nove dos 12 clubes que haviam anunciado a participação da nova "Superliga" foram reintegrados "no espírito de reconciliação e para o bem do futebol europeu".

Segundo a nota oficial, Arsenal, Atlético de Madrid, Chelsea, Internazionale, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Milan e Tottenham reconheceram que a ideia de criação de uma nova liga "foi um erro" e pedem "desculpas aos torcedores, associações nacionais, ligas nacionais, clubes europeus e Uefa".

"Eu disse no Congresso da Uefa que é preciso uma organização forte para admitir ter feito um erro, especialmente nesses dias de julgamento nas mídias sociais. Esses clubes acabaram de fazer isso. Em aceitação aos seus comprometimentos e vontade de reparar as perturbações que causaram, a Uefa quer deixar isso para trás e ir adiante em um espírito positivo", declarou o presidente da organização, Aleksander Ceferin.

Com isso, conforme o líder da Uefa, as possíveis multas que serão aplicadas aos clubes "serão todas reinvestidas no futebol juvenil e de base em comunidades de toda a Europa, incluindo o Reino Unido".

No entanto, Juventus, Real Madrid e Barcelona não tomaram a mesma medida e ainda estão sujeitos a punições mais severas da entidade - incluindo até o banimento de competições. Para Ceferin, os três clubes poderão ser alvos de "qualquer ação que se classifique como oportuna" e que eles "ainda se recusam a renunciar à Superliga".

"A questão será prontamente deferida aos órgãos disciplinares competentes", acrescentou.

A "Superliga" durou menos de três dias após o anúncio da criação do grupo, com os nove clubes anunciando sua saída. A ideia era fazer partidas nos meios de semana, com presença garantida dos fundadores, com o objetivo de assumir o dinheiro distribuído no futebol europeu.

Desde o anúncio, a medida foi rechaçada praticamente de maneira unânime por clubes, governos dos países envolvidos (Reino Unido, Itália e Espanha), além de protestos pesados de torcidas dos 12 clubes. (ANSA).
   

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