Queiroga diz que Copa América não apresenta 'risco adicional'

Para o ministro, a doença pode ser contraída "com ou sem jogo"

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, depõe pela segunda vez à CPI da Covid
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, depõe pela segunda vez à CPI da Covid (foto: Wallace Martins/Futura Press)
14:16, 08 JunSÃO PAULO ZRS

(ANSA) - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira (8) que a disputa da Copa América no Brasil não apresenta um "risco adicional" de transmissão do novo coronavírus.

Em seu segundo depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Queiroga comentou que o risco de contrair a doença é o mesmo "com ou sem jogo".

"Não tendo público nos estádios, naturalmente, não teremos riscos de aglomerações e de uma contaminação maior. O risco que a pessoa tem de contrair [a doença] será o mesmo com ou sem jogo. Não estou dizendo que não há risco, mas que não existe um risco adicional", declarou o ministro na CPI.

Queiroga ainda defendeu que a prática de esportes e jogos no Brasil "é liberada", tendo citado o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores da América. O político também contou que, "do ponto de vista epidemiológico", não há justificativa para a não realização da competição.

Em sua declaração, o ministro informou que não foi a função do Ministério da Saúde "dar ou não aval" para a disputa da Copa América no país, acrescentando que o presidente da República, Jair Bolsonaro, pediu para que ele somente "avaliasse os protocolos".

"Dar ou não aval à Copa América não é função do Ministério da Saúde. O presidente me pediu para avaliar os protocolos e avaliamos os da Confederação Brasileira de Futebol e da Conmebol, estão todos de acordo", comentou.

Queiroga revelou que jogadores e membros das comissões técnicas das seleções participantes possuem um seguro para que recebam atendimentos em hospitais privados. Com isso, não sobrecarregarão ainda mais o sistema público de saúde.

O jogo de abertura da próxima edição da Copa América será entre Brasil e Venezuela, no dia 13 de junho, em Brasília. (ANSA)   

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