Ex-goleiro diz que Dinamarca foi ameaçada com W.O.

Peter Schmeichel definiu a decisão da Uefa como "ridícula"

Jogadores da Dinamarca desolados com o susto de Eriksen
Jogadores da Dinamarca desolados com o susto de Eriksen (foto: ANSA)
13:36, 14 JunROMA ZRS

(ANSA) - O ex-goleiro Peter Schmeichel, um dos maiores ídolos da história do futebol dinamarquês, afirmou nesta segunda-feira (14) que se a Dinamarca não tivesse concluído a partida contra a Finlândia teria perdido de W.O. por 3 a 0.

O pai do goleiro Kasper Schmeichel declarou em uma entrevista ao jornal "Daily Mail" que a Uefa teria dado três opções para a seleção dinamarquesa resolver o duelo diante dos finlandeses, marcado pelo desmaio em campo do meia Christian Eriksen.

"Disseram que os jogadores insistiam em jogar, mas sei que não é verdade. Ou melhor, é apenas uma forma de ver a verdade. A Uefa colocou três opções em cima da mesa. A primeira era jogar os últimos 50 minutos imediatamente, a segunda era jogar ao meio-dia do dia seguinte e a terceira era desistir e perder por 3 a 0 por W.O.", disse o ex-jogador.

Schmeichel apontou que os atletas não tiveram escolha e definiu a decisão da Uefa de encerrar o jogo sem "estudar um cenário diferente e mostrar alguma compaixão" como "ridícula".

De acordo com informações da emissora "Sky Sport", Eriksen segue hospitalizado em Copenhague e passará por novos exames mais aprofundados.

O objetivo dos médicos é entender os motivos do problema cardíaco do jogador dinamarquês para evitar que volte a acontecer.

Morten Boesen, médico da seleção da Dinamarca, revelou que os profissionais "fizeram uma ressuscitação cardíaca" no camisa número 10.

O cardiologista Bruno Carù, por sua vez, disse em uma entrevista à rádio "Anch'io Sport" que Eriksen poderá voltar a jogar se o problema for "tratável".

"É necessário ver a patologia. Se for tratável, o jogador pode voltar a jogar. Certamente havia algo de errado no coração do jogador mesmo antes do jogo, enquanto ele estava no vestiário. Não pode acontecer por acaso isso, o coração não funciona assim", comentou Carù. (ANSA).
   

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