Holandês ameaça deixar campo se sofrer racismo na Hungria

Em Budapeste, Wijnaldum usará faixa em apoio à causa LGBTQ+

Wijnaldum durante o jogo entre Holanda e Ucrânia
Wijnaldum durante o jogo entre Holanda e Ucrânia (foto: ANSA)
14:33, 24 JunROMA ZRS

(ANSA) - O meio-campista Georginio Wijnaldum, capitão da seleção da Holanda, pediu nesta quinta-feira (24) para a Uefa "proteger" os jogadores de injúrias raciais durante a Eurocopa.

O novo atleta do Paris Saint-Germain também não descartou a chance de deixar o gramado caso for discriminado durante a partida contra a República Tcheca pelas oitavas de final do torneio, em Budapeste, na Hungria.

No duelo entre Hungria e França, disputado no sábado (19) na capital do país, alguns sons de imitação de macacos foram ouvidos na Arena Puskás quando os jogadores Kylian Mbappé e Karim Benzema tocavam na bola.

A Uefa abriu uma investigação sobre o assunto, mas Wijnaldum não deixou de pedir mais "proteção" da confederação europeia.

"Penso que a Uefa precisa nos proteger mais e, se necessário, intervir talvez parando o jogo. Esta responsabilidade não deve ser dos jogadores. Também não rejeito a possibilidade de deixar o campo de algo acontecer no domingo. No entanto, espero que este meu gesto não seja necessário", disse o atleta holandês.

A Hungria também provocou polêmica ao aprovar uma lei que veta a "promoção" da homossexualidade para menores de idade. Wijnaldum, por sua vez, revelou que atuará com uma faixa em seu braço com as palavras "One Love" em apoio à causa da comunidade LGBTQIA+.

"Vou usar essa faixa porque nós da seleção holandesa queremos enfatizar que defendemos todo tipo de inclusão e somos absolutamente contra qualquer forma de discriminação e exclusão.

Com este gesto meu, compartilhado por todos os meus companheiros, queremos ser solidários com todos aqueles que se sentem discriminados em todas as partes do mundo", declarou o jogador.

O goleiro titular da seleção da Alemanha, Manuel Neuer, utilizou diante dos húngaros uma braçadeira de capitão com as cores do arco-íris. O ato foi classificado como "um sinal de esperança" pelos ativistas. (ANSA).
   

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