Após renascimento na Euro, Itália mira penta no Catar

Azzurra pode igualar o Brasil na próxima Copa do Mundo

Lorenzo Insigne com a taça da Euro 2020
Lorenzo Insigne com a taça da Euro 2020 (foto: EPA)
13:20, 12 JulROMA ZLR

(ANSA) - Era 13 de novembro de 2017 quando um humilhante 0 a 0 no San Siro contra uma modesta Suécia tirou da Itália a chance de disputar a Copa do Mundo de 2018.

Nos mais de três anos e meio decorridos até 11 de julho de 2021, a Azzurra passou por uma revolução sob o comando de Roberto Mancini, que apostou em um elenco rejuvenescido para devolver o país às glórias.

Uma equipe sem grandes craques do nível de Messi, Cristiano Ronaldo ou Neymar, mas que apresenta um futebol moderno sem perder a solidez defensiva. "Continuo na Azzurra para vencer, e rapidamente", disse Mancini dois meses atrás, ao renovar seu contrato até 2026.

Se a conquista da Euro sacramentou o renascimento da Itália, a seleção agora mira um objetivo mais ambicioso: a Copa do Mundo de 2022 e o sonho do pentacampeonato, o que a igualaria ao Brasil como maior vencedora do torneio.

A Azzurra está no grupo C das Eliminatórias da Europa, ao lado de Suíça, Irlanda do Norte, Bulgária e Lituânia, e é favoritíssima para se classificar. Já são nove pontos em três partidas, todas elas com vitórias por 2 a 0. O próximo jogo será em 2 de setembro, em casa, contra a Bulgária.

A Eurocopa evidenciou as qualidades da Azzurra, mas também alguns pontos que merecem a atenção de Mancini: a defesa é sólida, porém envelhecida e sujeita a lesões - Chiellini e Bonucci estarão, respectivamente, com 38 e 35 anos na Copa de 2022 -, um meio de campo técnico e intenso, porém que necessita de peças de reposição, e um ataque veloz e incisivo, mas no qual nenhum centroavante conseguiu brilhar.

Immobile vive grande fase na Lazio já há algum tempo, porém marcou apenas dois gols na Euro, ambos na fase de grupos, enquanto seu substituto imediato, Belotti, passou em branco e ainda perdeu um pênalti na final.

Para o ciclo até a Copa, Mancini espera recuperar o meio-campista da Roma Lorenzo Pellegrini, que perdeu a Euro por lesão muscular, e ver como será a evolução da revelação romanista Nicolò Zaniolo, que perdeu a temporada passada por causa de um rompimento nos ligamentos do joelho.

Mancini confia na capacidade de Zaniolo, a ponto de tê-lo convocado antes mesmo de sua estreia na Série A, porém o jovem de 22 anos ainda não teve a oportunidade de deslanchar. Além disso, outro jogador a ser recuperado é Stefano Sensi, possível alternativa ao indispensável Jorginho, mas que também sofre com contusões recorrentes.

Na zaga, Mancini conta hoje com a carismática e eficiente dupla Bonucci e Chiellini, cuja experiência não seria fácil de substituir no caso de lesão. Alessandro Bastoni, da Inter, desponta como reserva imediato dos defensores da Juve. Na lateral, o técnico também buscará um substituto a altura de Spinazzola, que perderá boa parte da próxima temporada devido a uma contusão sofrida na Euro.

Mas quem deu a dica do que aguarda a Itália daqui em diante foi o próprio pai de Mancini, Aldo, em entrevista à ANSA. "A coisa mais bela é que Roberto fez 55 milhões de italianos felizes, e agora vamos esperar a Copa", disse.

Após o tetra em 2006, a Azzurra teve apenas capítulos desastrosos em Mundiais. Antes da não classificação para a Rússia, a Itália caiu na fase de grupos em 2010 e 2014, sendo que há 11 anos terminou na lanterna de uma chave que tinha Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia.

O título da Euro, no entanto, recolocou a Azzurra entre as favoritas e tornou possível uma meta que antes parecia inatingível: o pentacampeonato no Catar. (ANSA)

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