Ex-advogado de Maradona diz que ex-jogador foi maltratado

Morla criticou os tratamentos médicos e as filhas do ex-craque

Maradona morreu no último dia 25 de novembro em Tigre, na Argentina
Maradona morreu no último dia 25 de novembro em Tigre, na Argentina (foto: EPA)
07:57, 26 OutBUENOS AIRES ZRS

(ANSA) - Matías Morla, ex-advogado de Diego Maradona, afirmou na última segunda-feira (25) que o tratamento médico que o ex-craque recebeu após a operação na cabeça "foi muito ruim e levou à sua morte".

Em um interrogatório realizado por um promotor de San Isidro, que investiga as circunstâncias da morte de Maradona, Morla comentou que viu o ex-atleta pela última vez em 16 de novembro de 2020, nove dias antes do falecimento do ídolo argentino.

"Os erros cometidos foram muitos, porque o Diego morreu. Ele inchou e inchou até o coração explodir. O tratamento médico que Maradona recebeu foi muito ruim, por isso que faleceu", declarou Morla, lembrando que o ex-jogador sofria de problemas renais e hepáticos, insuficiência cardíaca e dependência de álcool e drogas psicotrópicas.

O advogado também acusou Dalma e Giannina, filhas de Maradona, de negligência, pois autorizaram a transferência do pai para uma casa inadequada ao invés de mantê-lo internado na clínica.

"Quando entrei em casa, Maradona tinha uma voz estranha, como a de um robô, muito aguda e intermitente. Informei a todos sobre o seu estado de saúde. Aí percebi que o motivo era devido à quantidade de água retida no corpo", lembrou Morla.

O antigo representante de Maradona chamou de "loucura" a decisão da família de continuar a recuperação do ex-craque fora de um ambiente hospitalar. Morla ainda insinuou que o argentino foi "abandonado" pelas filhas.

Maradona, que foi um dos melhores jogadores da história do futebol mundial, morreu no último dia 25 de novembro, aos 60 anos de idade, após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua casa em Tigre, na Argentina. (ANSA).
   

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