Conheça Rebeca Andrade, 1ª medalhista brasileira da ginástica artística

Atleta superou três lesões graves para poder competir em Tóquio

Rebeca Andrade teve muito apoio da mãe, Rosa Santos, para não desistir da ginástica
Rebeca Andrade teve muito apoio da mãe, Rosa Santos, para não desistir da ginástica (foto: EPA)
10:48, 29 JulSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - A brasileira Rebeca Andrade, 22 anos, se tornou nesta quinta-feira (29) a primeira ginasta da história do país a conquistar uma medalha olímpica. A prata no individual geral nos Jogos Olímpicos de Tóquio coroou uma carreira repleta de desafios e que só não teve um fim precoce por insistência da mãe, Rosa Santos.

Andrade nasceu na periferia de Guarulhos, em São Paulo, em uma família com mais sete irmãos. Por incentivo de uma tia, aos quatro anos, a menina entrou em um projeto social da prefeitura da cidade.

A atleta relatou, em diversas entrevistas, que a mãe e o irmão mais velho a levavam para os treinos, mas que por conta do pouco dinheiro que a família tinha, sua frequência não era a ideal e ela faltava muito.

Por conta do talento, sua treinadora, Keli Kitaura, propôs à família que Andrade ficasse na casa dela nos fins de semana, assim ela não perderia mais os treinamentos. Dona Rosa aceitou e sempre incentivou a filha a continuar no esporte.

Aos 9, outra mudança, dessa vez maior: ela foi convidada para ir ao centro da ginástica brasileira em Curitiba. Logo depois, foi contratada pelo Flamengo - clube que defende até hoje - e se mudou para o Rio de Janeiro.

O primeiro título profissional de Andrade foi com apenas 13 anos. Ela conquistou o Troféu Brasil de Ginástica Artística, em prova que tinha outros grandes nomes da ginástica brasileira como Jade Barbosa e Daniele Hypólito.

Em sua primeira prova internacional, em 2015, ela ficou em terceiro lugar nas paralelas assimétricas na Copa do Mundo de Ginástica, na Eslovênia.

Um outro problema enfrentado por Andrade, e que quase a fez desistir das competições, foi a quantidade de lesões graves sofridas. Não fosse pelas broncas da mãe, a ginasta teria abandonado o esporte.

Ela passou por três cirurgias no joelho, que demandaram longos tempos de recuperação e perdas de competições importantes, além de uma cirurgia no pé em 2015.

Em 2016, Andrade viralizou nas redes sociais por conta da apresentação de uma coreografia ao som de Beyoncé. Em Tóquio, não foi diferente. A mistura do clássico "Tocata e Fuga", de Johann Sebastian Bach, com "Baile de Favela", de MC João, viralizou e animou os brasileiros.

Agora, depois da vitória no individual geral, Andrade ainda disputará as finais individuais de salto - onde recebeu a maior nota nesta quinta-feira - no domingo (1º) e no solo na segunda-feira (2). (ANSA).
   

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