Cerimônia de abertura das Paralimpíadas aborda inclusão

Festa teve homenagem ao Afeganistão, que não enviou sua comitiva

Pira paralímpica acesa no Estádio Nacional de Tóquio (foto: EPA)
11:44, 24 AgoSÃO PAULO ZRS

(ANSA) - Os Jogos Paralímpicos de Tóquio começaram oficialmente nesta terça-feira (24), com uma cerimônia em um Estádio Nacional quase vazio em função da pandemia do novo coronavírus e que abordou assuntos como inclusão, reconstrução e paz.

Um show de fogos de artifício marcou o início da festa, que prosseguiu com as entradas do imperador do Japão, Naruhito, e do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), o brasileiro Andrew Parsons.

"Os Jogos Paralímpicos são uma plataforma para mudanças, mas a cada quatro anos não é o suficiente. Precisamos fazer nossa parte todos os dias para sermos mais inclusivos. Diferença é uma força, não uma fraqueza. Para reconstruirmos um mundo melhor no período pós-pandemia, precisamos ter sociedades em que oportunidades existem para todos", afirmou Parsons.

A cerimônia ainda contou com uma apresentação artística de dançarinos que representaram aviões, indicando que todos podem alçar voos.

A campanha "Nós os 15" ("#Wethe15") também foi comemorada na festa. A iniciativa lembra que 15% da população mundial possuem algum tipo de deficiência.

No desfile das nações, o Brasil entrou com uma delegação reduzida para evitar aglomerações, assim como fez nas Olimpíadas. Somente os porta-bandeiras Petrúcio Ferreira (atletismo) e Evelyn Oliveira (bocha), medalhistas em 2016, participaram da festa. No total, o país terá 290 atletas no megaevento.

A Itália foi a 14ª nação a entrar no Estádio Nacional e o desfile foi liderado pelos porta-bandeiras Bebe Vio (esgrima) e Federico Morlacchi (natação), duas grandes esperanças de medalhas para a Azzurra em Tóquio. A delegação italiana contará com 115 atletas, a maior expedição da história do país nas Paralimpíadas.

O Afeganistão não conseguiu enviar sua comitiva ao Japão em virtude do bloqueio de voos civis imposto pelo grupo fundamentalista islâmico Talibã. No entanto, a bandeira do país marcou presença na cerimônia e foi carregada por um voluntário como forma de homenagem.

Samoa, Kiribati, Tonga e Vanuatu resolveram desistir de participar dos Jogos Paralímpicos, mas em função das restrições de viagens causadas pela pandemia de Covid-19.

As Paralimpíadas de Tóquio vão reunir 162 delegações, três a mais em comparação com a edição de 2016, no Rio de Janeiro. Em contrapartida, o recorde de países ainda é de Londres 2012, com 164.

O megaevento japonês também superou o Brasil na quantidade de atletas participantes. No total, 4.403 esportistas estarão envolvidos nas competições, contra os 4.328 que marcaram presença em solo brasileiro.

A pira paralímpica foi acesa por três paratletas japoneses: Yui Kamiji (tênis sobre cadeira de rodas), Shunsuke Uchida (bocha) e Karin Morisaki (halterofilismo). O trio subiu junto uma rampa para acender a chama símbolo da competição.

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio serão disputados até o dia 5 de setembro. (ANSA).
   

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