Djokovic diz que agente errou em formulário de entrada

Sérvio também admitiu que deu entrevista quando estava com Covid

Djokovic em uma sessão de treinamento no Melbourne Park
Djokovic em uma sessão de treinamento no Melbourne Park (foto: EPA)
14:42, 12 JanROMA ZRS

(ANSA) - Enquanto luta para permanecer na Austrália, o tenista Novak Djokovic admitiu em uma publicação nas redes sociais que seu agente errou no preenchimento do formulário de viagem para entrar no país.

No documento, Djokovic assinalou que não realizou nenhuma viagem nos 14 dias anteriores ao voo para Melbourne. No entanto, alguns posts nas redes sociais mostraram que o sérvio não cumpriu com a medida do governo australiano.

De acordo com o tenista, a declaração de viagem foi enviada pela sua "equipe de suporte" e informou que seu representante "pediu desculpas pelo erro administrativo" ao selecionar a opção incorreta no formulário de entrada.

"Isso foi um erro humano e certamente não deliberado. Nós estamos vivendo tempos muito desafiadores em uma pandemia global e esses equívocos podem acontecer em algumas ocasiões. Minha equipe já providenciou informações adicionais ao governo australiano para esclarecer esse tema", escreveu Djoko.

Em seu pronunciamento, o atual tenista número 1 do mundo admitiu que deu uma entrevista ao jornal francês "L'Équipe" mesmo positivo para o novo coronavírus. Djokovic soube que estava com a doença em 16 de dezembro e conversou com os jornalistas do periódico dois dias depois.

Segundo o sérvio, a exclusiva estava agendada havia muito tempo e não quis desmarcar o compromisso. No entanto, o tenista deixou claro que cancelou todas as outras atividades do dia, menos a entrevista.

"Eu me senti obrigado a ir em frente e conceder essa entrevista ao L'Équipe, porque não queria entristecer o jornalista, mas me comprometi a respeitar o distanciamento social e usar uma máscara de proteção quando eu estava tirando as fotografias", disse o tenista.

Durante a volta para casa, o sérvio comentou que se arrependeu da sua atitude ao longo do caminho e que deveria ter reagendado seu bate papo com a equipe francesa.

De acordo com os jornais The Sunday Morning Herald e The Age, as autoridades australianas estão analisando as discrepâncias das informações fornecidas por Djokovic. A pena máxima para quem concede provas falsas é de cinco anos de prisão.

O multicampeão, que recebeu permissão de um juiz do país para se movimentar livremente em solo australiano, treinou nesta quarta-feira (12) com o jovem tenista Tristan Schoolkate na Rod Laver Arena.

Ao mesmo tempo, o ministro da Imigração da Austrália, Alex Hawke, ainda precisa decidir se vai anular ou não o visto de Djokovic, que ficou um período retido em um hotel para imigrantes sem documentos.

Jornalista

O jornalista do "L'Équipe" que entrevistou Djokovic em dezembro comentou que não foi informado que o atleta estava positivo para a Covid-19.

Em um artigo publicado no periódico francês, o repórter Franck Ramella explicou que só descobriu que Djokovic estava contaminado pela doença depois que o sérvio foi bloqueado na Austrália.

O profissional ainda comentou que foi recomendado a não fazer perguntas sobre vacinas anti-Covid durante a exclusiva, que durou por volta de 30 minutos.

Ramella também relatou que o sérvio usou máscara de proteção durante a entrevista, mas a tirou para a sessão de fotos. O jornalista afirmou que testou negativo para a doença.(ANSA).

   

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA