Para Renzi, UE não tem culpa de problemas italianos

O premier discursou na Câmara para pedir um voto de confiança

Premier italiano, ao centro, discursa na Câmara dos Deputados
Premier italiano, ao centro, discursa na Câmara dos Deputados (foto: ANSA)
14:13, 25 FevROMA ZBF

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, demonstrou otimismo em relação ao futuro do país e da União Europeia (UE) e apresentou suas prioridades de governo nesta terça-feira (25) em um discurso na Câmara dos Deputados, onde enfrentará um voto de confiança.

"Acreditamos que o semestre europeu será uma gigantesca oportunidade, não uma formalidade. A Europa não é o nosso inimigo", disse Renzi. "Culpar a UE pelos problemas da Itália significa não somente negar a evidência dos fatos, mas trair a história institucional deste país que construiu a Europa", destacou.

Segundo o premier, "a Europa hoje não demonstra esperança porque deixamos que o debate se resumisse apenas a vírgulas e percentuais". "Não queremos uma Europa onde a Itália não assuma posições, mas sim, onde a Itália dê uma contribuição fundamental, porque, sem a Itália, não existe Europa", defendeu.

Referindo-se aos problemas internos da Itália, como crise financeira e econômica, desemprego e reformas constitucionais e eleitorais, Renzi afirmou que a prioridade do seu governo é a estabilidade escolar. "É preciso uma gigantesca batalha para a estabilidade e segurança das escolas. Isso é mais importante que a estabilidade das contas. É um fato de credibilidade e de dignidade", disse.

Renzi também falou sobre a taxa de desemprego na Itália, ressaltando que "não bastam as reformas constitucionais ou eleitorais, pois existe uma necessidade dramática de resolver o problema do desemprego".

"O índice de 12,6% de desemprego não é só um número. Esse problema deve ser enfrentado com coragem e revolução no sistema econômico e normativo do país", destacou.

Durante seu discurso, Renzi anunciou ainda que sua primeira viagem internacional será para a Tunísia. "Queremos que o Mediterrâneo volte a ser um lugar central da política, e não somente da italiana, mas sim, da internacional".

Na sessão de hoje na Câmara, o ex-secretário do Partido Democrático (PD) Pier Luigi Bersani compareceu ao plenário, após dias afastado por problemas de saúde. (ANSA)

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