FMI reduz previsão do Brasil e aumenta da Itália

PIB italiano deverá alcançar 1,1% em 2015, de acordo com o FMI

O PIB da Itália em 2014 deverá ser de 0,6%, maior do que o -1,9% de 2013
O PIB da Itália em 2014 deverá ser de 0,6%, maior do que o -1,9% de 2013 (foto: Ansa)
20:46, 08 AbrWASHINGTON ZCC

(ANSA) - A economia italiana volta a crescer neste ano. Depois de registrar -1,9% em 2013, o PIB deverá sair do 0,6% em 2014 para acelerar até o 1,1% em 2015. As previsões são do Fundo Monetário Internacional (FMI) na pesquisa World Economic Outlook (WEO).
    De acordo com o FMI, a contração de empréstimos bancários a sociedades não financeiras na área do euro levanta preocupações de que as duras condições de crédito ainda poderem agir como uma resistência ao crescimento econômico.
    O Fundo Monetário lembrou que a proximidade da oferta de crédito tem um efeito estatisticamente negativo sobre o PIB. "No terceiro trimestre de 2013, o impacto do choque de crédito da França, Alemanha e os Estados Unidos gerou uma redução do PIB relativo ao início de 2008, respectivamente de 2,2%, 0,9% e 0,4%. O impacto sobre o PIB foi consideravelmente maior na Irlanda e Espanha e, sob alguns aspectos, na Itália", afirmou o FMI.
    "Outras ações para impulsionar o crédito na França, Irlanda, Itália e Espanha poderiam aumentar o PIB em 2% ou mais", afirmou o FMI. Para o Fundo Monetário Internacional, a oferta de crédito aos níveis pré-crise poderia levar a um aumento do PIB, em relação ao primeiro trimestre de 2008 em 2,2% na França, 2,5% na Irlanda, 3,9% na Itália e 4,7% na Espanha. 
Brasil
    Já para o Brasil as expectativas são menos animadoras. O FMI reduziu pela terceira vez consecutiva a previsão de crescimento do Brasil em 2014. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o país crescerá 1,8% em 2014 - em janeiro a previsão era de 2,3% e em outubro de 2013, de 2,5%. Em abril do ano passado, a previsão era de 3,2%.
    O FMI acredita que em 2015 o PIB brasileiro chegue aos 2,7%. Apesar do crescimento, o número é menor do que as previsões anteriores, que apontavam 3,2% e 2,8%. (ANSA)
 

 

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