Renzi nomeia 3 mulheres para presidência de estatais

Premier da Itália quer aumentar a presença feminina no governo

Emma Marcegaglia foi escolhida para presidir a petroleira estatal Eni (foto: ANSA)
07:54, 15 AbrROMA ZLR

(ANSA) - Após nomear oito ministras para formar seu gabinete em fevereiro deste ano - o que corresponde à metade das pastas -, o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, deu nesta segunda-feira (14) mais um passo para aumentar a presença feminina no governo. O primeiro-ministro escolheu três mulheres para presidir algumas das principais empresas estatais do país.
    Presidente-executiva da Olivetti, Patrizia Grieco foi indicada para comandar a Enel, que atua na área de geração e distribuição de energia. Já Luisa Todini, que pertence ao conselho de administração da Rai, vai comandar a Poste Italiane, companhia pública responsável pelos serviços de correio na nação europeia.
    Por fim, Emma Marcegaglia, ex-presidente da Confederação da Indústria Italiana (Confindustria), vai presidir a petroleira estatal Eni. Os três cargos eram ocupados por homens. "Estou particularmente satisfeito pela forte presença feminina, sinal de um protagonismo que há muito tempo pedia um pleno reconhecimento da parte do setor público. Estamos em linha, ou melhor, na vanguarda em relação às melhores experiências europeias e internacionais", afirmou Renzi.
    O governo italiano também vai propor às assembléias dessas sociedades que o salário anual das suas novas presidentes seja fixado em 238 mil euros (R$ 714 mil) brutos por ano. O premier já declarou que pretende aprovar uma lei para que nenhum gestor público ganhe mais do que esse valor. Em outras palavras, ele não quer que funcionários do Estado recebam mais do que o presidente da República, Giorgio Napolitano. "O teto fixado para os salários, que em alguns casos passam e muito dos 238 mil euros por ano, constitui uma novidade que esperamos que se imponha como uma boa prática para toda a administração pública", acrescentou o primeiro-ministro italiano. (ANSA)

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