Áustria ameaça fechar fronteira com Itália por crise imigratória

Áustria quer que Roma faça controle no fluxo imigratório

Em 2015, imigrantes foram bloqueados na passagem entre Áustria e Itália
Em 2015, imigrantes foram bloqueados na passagem entre Áustria e Itália (foto: EPA)
20:34, 07 AbrBOLZANO E BERLIM ZGT

(ANSA) - A Áustria ameaça fechar a fronteira com a Itália se o governo de Roma não tomar medidas efetivas para controlar a chegada de imigrantes, que deve ter seu ápice nos próximos meses.

 

"A Itália não pode contar com o fato de que [a passagem de] Brennero permaneça aberto se chegar um fluxo incontrolado de imigrantes. Como fizeram os países da rota balcânica, Eslovênia, Croácia e Macedônia, queremos informar também à Itália sobre as medidas que tomaremos se houver um fluxo incontrolável de imigrantes da Itália para a Áustria", afirmou a ministra do Interior, Johanna Mikl-Leitner, à agência de notícias local APA.

 

A representante do governo austríaco fará uma viagem nesta sexta-feira (08) para Roma onde se reunirá com seu homólogo italiano, Angelino Alfano, para debater assuntos referentes ao tema.

 

Segundo Mikl-Leitner, seu país quer saber quais são as medidas que estão sendo tomadas pelas autoridades italianas para o "problema". Pelos cálculos dos governantes, o número de estrangeiros para 2016 pode "dobrar" se nenhuma medida for tomada.

 

A partir de março até dezembro, a Itália volta a ter destaque entre os países que recebem imigrantes ilegais por ser o período em que as águas do Mar Mediterrâneo estão em melhores condições do que no início do ano.

 

Quem também comentou o caso foi o ministro das Relações Exteriores de Viena, Sebastian Kurz, que foi para a região de Bolzano em um encontro com governadores locais. Para ele, é preciso que Roma entenda que o "deixar passar" de deslocados "não resolver o problema, só o aumenta".

 

"A Áustria não pode permitir um novo 2015, quando acolheu 90 mil pessoas. Em comparação, é como se a Itália recebesse em um ano 600 mil pessoas. Estou convicto de que os controles em Brennero ainda podem ser evitados, mesmo se a Europa quiser e introduzir verdadeiros controles ao longo das fronteiras", ressaltou.

 

Só em 2015, a Itália foi porta de entrada para mais de 150 mil pessoas que fugiam das guerras, da miséria e de perseguições, especialmente, de países do norte da África, do Afeganistão e do Iraque. (ANSA)

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