Italianas têm 'dificuldade' para acesso a aborto, diz UE

Conselho Europeu denunciou 'dificuldades significantes'

Italianas têm 'dificuldade' para acesso a aborto, diz UE
Italianas têm 'dificuldade' para acesso a aborto, diz UE (foto: ANSA)
08:52, 12 AbrESTRASBURGO ZSG

(ANSA) - As mulheres continuam a encontrar "dificuldades significantes" para ter acesso ao aborto na Itália, onde a medida é legal desde o final dos anos 1970, apontou um parecer do Conselho Europeu divulgado nesta segunda-feira, dia 11.
   
Como resultado, o organismo acredita que a Itália esteja violando os direitos das mulheres de ter acesso a serviços de Saúde.
   
Ainda segundo o Conselho, os médicos que não vêem problemas em realizar os abortos sofrem discriminação no país, que é muito religioso.
   
Segundo dados do próprio governo italiano, sete em cada dez ginecologistas se negam a realizar o procedimento. Em algumas regiões do país, a cifra chega a 90% dos profissionais.
   
Desde 1978, o aborto é permitido no país desde que a gravidez tenha menos de 90 dias. Os médicos, no entanto, têm o direito de se negar a realizar a medida, alegando objeção consciente. A denúncia foi feita ao Conselho Europeu pelo maior sindicato italiano, a Confederação Geral Italiana do Trabalho (Cgil).
   
Governo
   
A ministra da Saúde italiana, Beatrice Lorenzin, disse que os dados usados pelo Conselho Europeu provavelmente foram baseados em informações antigas.
   
"Eu me reservo ao direito de investigar mais [o caso] , mas estou muito surpresa, pois uma das coisas que li parece remeter a dados de 2013", disse.
   
Segundo a ministra, o cenário hoje "é muito diferente" e "não existe violações aos direitos de acesso a Saúde". (ANSA)

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