UE critica construção de muro entre Áustria e Itália

Para comissário europeu de imigração, medida não é solução justa

Em agosto do ano passado, passagem de Brennero registrou passagem de centenas de imigrantes
Em agosto do ano passado, passagem de Brennero registrou passagem de centenas de imigrantes (foto: EPA)
08:44, 13 AbrBOLZANO E BRUXELAS ZGT

(ANSA) - O comissário europeu para a Imigração, Dimitris Avramopoulos, criticou a construção de uma barreira na passagem de Brennero, entre Áustria e Itália.

 

"O que está acontecendo na fronteira entre Itália e Áustria não é a solução justa. Acredito na construção de pontes e não de muros. É preciso uma política de imigração que não nos conduza a fechar as fronteiras terrestres colocando Schengen em risco e atuaremos em prol disso", afirmou Avramopoulos em discurso no Parlamento europeu nesta terça-feira (12).

 

Para o comissário, é importante evitar a construção de "esteriótipos" contra os estrangeiros que buscam uma vida melhor na Europa e é preciso "tratar essas pessoas com respeito" e não como "nas imagens vergonhosas de [campo grego de refugiados] Idomeni, que não honram a história europeia e os nossos valores".

 

 

A Comissão Europeia também afirmou, através de sua porta-voz, Natasha Bertaud, que acompanha a situação e que "está muito preocupada" com os novos desenvolvimentos do caso. Segundo Bertaud, até o momento, a Comissão está sendo informada através da imprensa, mas que o caso deve ser muito bem avaliado se for concluído.

 

A informação sobre a construção da barreira foi dada pelo chefe da polícia de Brennero, Helmut Tomac, à agência de notícias austríaca APA nesta segunda-feira (11). Segundo o profissional, o muro terá 250 metros de comprimento e irá bloquear uma rodovia local e uma estrada federal.

 

Poucos dias antes, a ministra do Interior, Johanna Mikl-Leitner, também havia levantado a hipótese de erguer a barreira caso a Itália não tomasse medidas "duras" contra os deslocados que chegam à nação. A ameaça foi baseada em um cálculo feito pelo governo de Viena.

 

Para eles, com o fechamento nas fronteiras entre os países dos Balcãs e da Grécia, que dificulta a passagem de imigrantes pela principal rota de deslocados, a quantidade de estrangeiros que chegariam à Itália - e por consequência iriam para a Áustria - dobraria, passando de 150 mil para 300 mil pessoas.

 

A comissão ainda afirmou que "não há provas" de que haverá um grande fluxo de imigrantes saindo da Grécia para chegar à Itália e que, até o momento, "15 mil pessoas chegaram" ao território italiano através do mar. (ANSA)

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