Governo Renzi 'blinda' projeto de união civil gay

Texto será submetido ao voto de confiança nesta quarta-feira

Manifestação em Roma pede aprovação de união civil gay
Manifestação em Roma pede aprovação de união civil gay (foto: ANSA)
19:32, 05 DezROMA ZLR

(ANSA) - Como já era esperado, o governo da Itália submeteu nesta terça-feira (10) o projeto que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo ao voto de confiança da Câmara dos Deputados, manobra que impede a apresentação de emendas, evita obstrucionismos e condiciona a continuação do atual gabinete no poder à própria aprovação do texto.

 

Ou seja, se a lei for rejeitada, o primeiro-ministro Matteo Renzi terá de renunciar. Do contrário, ele permanecerá no cargo. No entanto, a aprovação da união civil gay é dada como certa, já que a maioria do governo na Câmara é bastante confortável.

 

A votação está marcada para a manhã desta quarta-feira (11) e deve dar aos grupos LGBT uma vitória histórica no país. Motivo de intensos debates na sociedade local, o projeto será o primeiro a permitir a união civil entre pessoas do mesmo sexo na Itália, tirando a nação da bota da incômoda posição de único membro da União Europeia a não ter uma legislação do tipo.

 

"Em nome do governo, coloquei a questão de confiança sobre a união civil. Chega de adiamentos", escreveu no Twitter a ministra para as Reformas Constitucionais e Relações com o Parlamento, Maria Elena Boschi. O texto encontra resistência em partidos de extrema-direita, como Liga Norte e Irmãos da Itália (FDI), que são totalmente contra, mas também no Movimento 5 Estrelas (M5S), que é a favor de uma versão mais "corajosa".

 

O documento atual prevê que casais homossexuais tenham acesso a todos os direitos presentes no casamento, mas sem a chamada "obrigação de fidelidade", item que equiparava a união civil ao matrimônio. Gays também continuarão proibidos de adotar, inclusive se a criança for filha de seu parceiro ou parceira. (ANSA)

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