Vai viajar à Itália? Saiba o que fazer em caso de terremoto

Veja também como agir em caso de terremoto

Amatrice depois dos terremotos (foto: ANSA)
20:37, 21 AgoSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Nos últimos meses, uma série de terremotos atingiu a região central da Itália e deixou um rastro de destruição e mortes. Com o país em alerta e a possibilidade de novos tremores, os turistas com viagem marcada também devem se precaver. Veja abaixo as respostas para algumas dúvidas de quem irá para a Itália nas próximas semanas:

Onde aconteceram os terremotos?

O primeiro e mais mortífero foi o do dia 24 de agosto, com magnitude 6.0 na escala Richter e que deixou 299 pessoas mortas, mais de 3 mil desalojados e danos estimados em bilhões de euros. O tremor devastou principalmente a cidade de Amatrice, mas também atingiu Accumoli e Arquata del Tronto. O epicentro foi próximo à cidade de Norcia, na região da Úmbria.

Pouco mais de dois meses depois, no dia 26 de outubro, dois fortes tremores, o primeiro de 5,4 e o segundo de 5,9 graus, foram sentidos na região de Marcas, mas também em Rieti (Lazio) e Perúgia (Úmbria). Os abalos provocaram muitos danos materiais, mas apenas uma morte "indireta" - um homem teve um ataque cardíaco durante os sismos.

O terceiro terremoto - e o mais forte desde 1980 - foi o do dia 30 de outubro, e novamente a área mais danificada foram os arredores de Norcia, na Úmbria. No entanto, o tremor de 6,5 graus foi sentido em todo o território continental italiano. Nenhuma morte foi registrada, porém mais de 25 mil pessoas ficaram desabrigadas, e milhares de casas e edifícios foram destruídos.

No último 18 de janeiro, quatro sismos de 5.1 (dois), 5.4 e 5.5 chacoalharam a mesma zona do país, com epicentro em Montereale, na província de Áquila. O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) acredita que todos eles provêm da mesma falha geológica. Desde o primeiro, mais de 45 mil atividades sísmicas foram registradas no centro do país.

Nesta segunda-feira (21), um tremor de magnitude 4.0 na escala Richter foi sentido na ilha de Ischia, situada na região metropolitana de Nápoles, sul da Itália, e causou pânico nas pessoas.  

Os terremotos atingiram Roma, Veneza, Florença e Milão? 

Na capital italiana, Roma, os principais tremores foram sentidos, e algumas construções ficaram levemente danificadas. A cidade está a 171 km do epicentro do último terremoto, o do dia 30 de outubro, mas apesar da proximidade, nenhuma circunstância mais grave foi registrada na cidade.

Os edifícios mais afetados foram as igrejas, como a basílica papal de São Paulo Fora dos Muros, que teve rachaduras. Já a igreja de Sant'Ivo alla Sapienza foi interditada como medida de precaução. Outras igrejas também chegaram a ser temporariamente fechadas e passaram por vistorias nos últimos dias.

Em Veneza, apenas o tremor mais forte, de 6,5 graus, foi fortemente sentido. Vídeos amadores enviados à imprensa local mostraram objetos se movendo e lustres balançando. No entanto, o abalo não causou danos, vítimas ou feridos.

Já em Milão, na região da Lombardia, a mais segura em relação a atividades sísmicas, e Florença, na Toscana, só o terceiro tremor foi levemente sentido.

O que fazer em caso de terremoto?

De acordo com um manual publicado pela Cruz Vermelha italiana, se você estiver dentro de algum edifício, nunca se precipite rumo às escadas ou elevadores. O mais indicado é ficar sob o batente de portas, que é a estrutura mais segura contra desabamentos. Caso não consiga, a medida mais correta é se afastar de móveis que podem cair e se proteger debaixo de uma mesa robusta.

Se você estiver na rua ou em locais abertos, primeiro afaste-se de construções e postes. Procure o lugar mais descampado possível e não fique perto das margens de lagos ou mares, onde há riscos de tsunami. Caso esteja dirigindo, o procedimento é estacionar o carro longe de construções e esperar dentro do veículo.

A Cruz Vermelha ainda faz um alerta quanto ao uso de celulares.

Ligações telefônicas devem ser evitadas caso não seja uma emergência, pois o excesso de chamadas bloqueia as linhas, dificultando os pedidos de socorros.

Quem contatar se acontecer um terremoto?

Se você estivar na Itália no momento de um tremor e precisar de ajuda, contate o Consulado do Brasil em Roma ou Milão. O órgão é responsável por auxiliar a comunidade brasileira no exterior, por isso, em caso de catástrofes, ele dá recomendações e suporte para o cidadão retornar com segurança ao Brasil.

Se você estiver nas regiões de Abruzzos, Basilicata, Calábria, Campânia, Lazio, Marcas, Molise, Púglia, Sardenha, Sicília, Toscana ou Úmbria, o Consulado de Roma deve ser contatado. A República de Malta e San Marino também estão inclusas na jurisdição da capital italiana.

Já o Consulado-Geral de Milão é responsável pelas outras regiões: Lombardia, Piemonte, Vêneto, Ligúria, Trentino-Alto Ádige, Friuli-Veneza Giulia, Emília-Romana e Vale d'Aosta. Os telefones para contato emergencial são: +39 335 7278117, em Milão, e +39 333 1184682, em Roma. (ANSA)

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