Judeus pedem remoção do nome de rei italiano de escolas

Vittorio Emanuele III sancionou leis racistas do fascismo

Vittorio Emanuele III reinou na Itália por 46 anos
Vittorio Emanuele III reinou na Itália por 46 anos (foto: Ansa)
20:15, 03 JanROMA ZLR

(ANSA) - A União das Comunidades Hebraicas Italianas (Ucei) enviou uma carta ao Ministério dos Bens Culturais do país pedindo a remoção do nome do rei Vittorio Emanuele III de todas as escolas e bibliotecas públicas que o homenageiam.

O monarca, cujo corpo retornou recentemente à Itália, cedeu o governo nacional para Benito Mussolini, em 1922, e sancionou as leis raciais fascistas de 1938, que autorizaram a perseguição contra judeus.

"Com desânimo, pudemos constatar, com uma simples busca, que infelizmente existe ainda hoje um longo elenco de escolas e bibliotecas públicas dedicadas pelos italianos ao rei que os abandonou à própria sorte", diz o documento, que é assinado pela presidente da Ucei, Noemi Di Segni.

Ela cita como exemplo a Biblioteca Nacional Vittorio Emanuele III, em Nápoles, que é subordinada ao Ministério dos Bens Culturais. O monarca reinou entre 1900 e 1946, quando abdicou do trono em favor do filho Umberto II.

Seus restos mortais estavam em Alexandria, no Egito, mas foram levados, em dezembro passado, para o Santuário de Vicoforte, basílica monumental situada no Piemonte, norte da Itália. O retorno do corpo incomodou a comunidade hebraica italiana, principalmente após a família do rei ter sugerido que ele fosse sepultado no Panteão de Roma, onde estão os túmulos de outros monarcas. (ANSA)

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