Italianos são suspeitos de obter diplomas falsos na Espanha

Universidade espanhola 'Rei Juan Carlos' está sob investigação

Italianos são suspeitos de obter diplomas falsos na Espanha
Italianos são suspeitos de obter diplomas falsos na Espanha (foto: Divulgação)
20:16, 21 SetSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - Pelo menos 500 italianos teriam adquiridos diplomas do curso de Direito da Universidade pública Rei Juan Carlos, na Espanha, de maneira fraudulenta, informou a imprensa internacional nesta sexta-feira (21).
    Segundo os jornais, um tribunal espanhol abriu uma investigação para apurar a atribuição dos diplomas falsos, que concediam o registro como profissional junto da Ordem de Advogados de Madri.
    Além disso, a publicação do site "El diário" afirma que, com o documento, os beneficiários conseguiam comprovar o estudo para evitar o pagamento de mestrados nas instituições italianas.
    Em comunicado à agência francesa "AFP", a Ordem dos Advogados de Madri não quis se pronunciar e ressaltou que o "problema é de responsabilidade da universidade e da secretaria de estado que gerencia o ensino superior".
    As autoridades ainda suspeitam que o esquema de diplomas tenha beneficiado políticos espanhóis, que teriam realizado mestrados em condições de vantagem. Eles podem ter sido dispensados de frequentar aulas, mas adquirido notas máximas no boletim.
    O atual líder do Partido Popular, Pablo Cassado está entre os suspeitos de realizar mestrado nessas condições. De acordo com o jornal "El País", após a polêmica, a Universidade decidiu dissolver o Instituto de Direito Público (IDP) depois que o escândalo derrubou Cristina Cifuentes, ex-presidente da Comunidade de Madri, e Carmem Montón, ex-ministra da Saúde.
    Por sua vez, o ex-diretor do IDP, Enrique Alvarez Conde, ainda está sob investigação, principalmente por, desde 2012, estar recebendo pagamentos, totalizando mais de 100 mil euros, injustificados. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também foi alvo da polêmica. Ele chegou a ser acusado de plagiar sua tese de doutorado. No entanto, negou todas as denúncias. (ANSA)

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