Itália faz resgate de migrantes no Mar Mediterrâneo

Pelo menos 20 pessoas estão desaparecidas e 3 morreram

Itália faz resgate de migrantes no Mar Mediterrâneo (foto: ANSA)
12:08, 19 JanROMA ZCC

(ANSA) - A Marinha da Itália resgatou três migrantes na madrugada deste sábado(19) após o naufrágio de um barco a cerca de 50 km ao norte da costa de Trípoli, na Líbia. Ao todo, três migrantes morreram e mais de 120 estão desaparecidos.
   

Inicialmente, as autoridades da Itália haviam confirmado a presença de cerca de 25 pessoas a bordo. No entanto, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) confirmou  que o número total de migrantes era de 120.  “Os três sobreviventes que chegaram a Lampedusa nos disseram que tinham 120 [migrantes a bordo]. Depois de 11 horas de navegação, começou a entrar água no barco e começaram a afundar e se afogar”, relatou o porta-voz da OIM, Flavio Di Giacomo, ressaltando que há 10 mulheres entres os desaparecidos, sendo uma grávida, além de duas crianças - uma de apenas dois meses.

De acordo com as autoridades italianas, durante a noite, um avião da Marinha informou ter avistado um bote em condições precárias e lançou dois salva-vidas ao mar.

Posteriormente, um contratorpedeiro "Caio Duilio" e um helicóptero foram enviados ao local, conseguindo salvar três migrantes com sintomas severos de hipotermia. Dois refugiados haviam alcançado o bote inflável, enquanto o terceiro precisou ser retirado do mar.
   

No barco da Marinha os três sobreviventes receberam os primeiros socorros, mas, em seguida, foram levados de helicóptero para a ilha de Lampedusa devido ao "grave" estado de saúde. Uma equipe italiana ainda permanece fazendo buscas pelos desaparecidos.

Mais cedo, o Centro de Coordenação da Líbia chegou a apreender um navio na área do naufrágio. A Guarda Costeira da Líbia coordenou a intervenção, informou a Marinha.

"Outras mortes na Líbia: Enquanto os portos europeus permanecerem abertos, até que alguém continue a ajudar os traficantes, infelizmente os contrabandistas continuarão a fazer negócios e a matar", escreveu o vice-premier e ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, no Twitter.

O resgate realizado pelas autoridades da Itália é o primeiro depois que o líder do partido ultranacionalista Liga conseguiu a aprovação do "Decreto Salvini", que endurece as políticas migratórias do país. (ANSA)

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