Coreia nega razão política em deserção de diplomata em Roma

Jo Song-gil abandonou embaixada em novembro do ano passado

Sede da Embaixada da Coreia do Norte em Roma, na Itália
Sede da Embaixada da Coreia do Norte em Roma, na Itália (foto: ANSA)
18:40, 22 FevROMA ZLR

(ANSA) - O encarregado de negócios da Embaixada da Coreia do Norte em Roma, Kim Chon, negou nesta sexta-feira (22) a existência de razões "políticas" por trás da deserção de seu antecessor na sede diplomática, Jo Song-gil, que está desaparecido desde novembro de 2018.

Em uma carta ao presidente da União Interparlamentar Itália-Coreia do Norte, Osvaldo Napoli, Kim também diz que a filha de Jo, que foi repatriada para Pyongyang, "odiava os pais porque eles a deixaram em casa sozinha". "Ela queria voltar e está bem", afirma o diplomata.

No texto, Kim relata que seu antecessor deixou a embaixada norte-coreana em 10 de novembro de 2018, após um "litígio familiar com sua esposa, Ri Kwan-sun, por causa dos distúrbios mentais que afligem a filha, Jo Yu-jong". Na manhã seguinte, ele teria voltado à sede diplomática e saído com sua mulher.

Desde então, não há notícias sobre o paradeiro do casal, que teria pedido asilo em um país ocidental, segundo a imprensa sul-coreana. A filha teria ficado na embaixada e, na sequência, foi repatriada para Pyongyang. "Ela reclamava dos pais por tê-la abandonado e insistiu para voltar a Pyongyang, onde os avós a esperavam", diz Kim.

Fontes do Aeroporto de Fiumicino, nos arredores de Roma, contam que a jovem, que havia acabado de concluir o ensino médio, voltou para seu país em 14 de novembro, como uma passageira comum, sem passar pela área reservada a representantes de governo e diplomatas. (ANSA)

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