15% dos italianos não acreditam no Holocausto, diz pesquisa

Segundo relatório, esse índice era de 2,7% em 2004

Pichação antissemita na casa do filho de uma sobrevivente do Holocausto na Itália
Pichação antissemita na casa do filho de uma sobrevivente do Holocausto na Itália (foto: )
11:28, 30 JanROMA ZLR

(ANSA) - Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (30) revela que 15,6% dos italianos acreditam que o Holocausto nunca existiu.

O relatório foi elaborado pelo instituto Eurispes e chega pouco depois do Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, celebrado em 27 de janeiro e que neste ano marcou o 75º aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau, maior campo de extermínio nazista.

De acordo com o Eurispes, o número de italianos que não acreditavam no massacre de judeus na Segunda Guerra Mundial era de 2,7% em 2004. A pesquisa também apontou que 19,8% dos entrevistados creem que Benito Mussolini "foi um grande líder que cometeu um ou outro erro".

Por outro lado, 60,6% avaliam que episódios recentes de antissemitismo no país são consequência "de uma disseminada linguagem baseada no ódio e no racismo", e 47,5% concordam que esse fenômeno está se fortalecendo.

A Itália tem convivido com recorrentes casos de antissemitismo nos últimos meses, que atingiram até a senadora Liliana Segre, de 89 anos. Sobrevivente de Auschwitz, ela foi colocada sob escolta policial após ter recebido ameaças na internet.

Além disso, a casa de Aldo Rolfi, filho de outra sobrevivente do Holocausto, Lidia Rolfi, foi pichada com a frase "Judeu aqui" e uma estrela de Davi.

"Os dados do relatório Eurispes são alarmantes. O negacionismo continua manchando a memória dessa tragédia. Devemos fazer mais para evitar que as teorias negacionistas tenham apoio", disse o vice-ministro do Interior Matteo Mauri. (ANSA)

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