'Sardinhas' exigem revogação de 'Decretos Salvini'

Movimento voltou às ruas de Roma no último domingo (16)

Manifestação das 'sardinhas' em Roma (foto: ANSA)
08:59, 17 FevROMA ZLR

(ANSA) - O movimento das "sardinhas" voltou às ruas de Roma neste domingo (16) para exigir do governo da Itália a revogação dos decretos de imigração e segurança instituídos por Matteo Salvini em seu período como ministro do Interior (2018-2019).

Cerca de 7 mil pessoas se reuniram na Piazza Santi Apostoli, no centro histórico da capital italiana, em um flash mob que marcou o retorno do movimento às manifestações populares.

O grupo surgiu na Emilia-Romagna no fim do ano passado, para evitar a vitória do partido de extrema direita Liga nas eleições de janeiro na região (objetivo que foi alcançado), mas ganhou proporções nacionais e agora se prepara para fazer um congresso em 8 de março.

As "sardinhas" cobram a revogação total dos chamados "Decretos Salvini", promessa ainda não cumprida do segundo governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte.

As medidas foram implantadas quando o premier encabeçava uma coalizão entre o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e a Liga, mas, em setembro passado, após uma crise que quase levou a Itália a eleições antecipadas, partidos de centro e esquerda substituíram a extrema direita na base aliada e prometeram reverter as políticas migratórias de Salvini.

Os decretos aboliram a permissão de estadia por motivos humanitários e deram ao ministro do Interior a prerrogativa de proibir a entrada de navios em águas territoriais. Além disso, os "Decretos Salvini" instituíram multas de até 1 milhão de euros para ONGs que navegam em águas da Itália sem permissão e autorizam a prisão em flagrante de comandantes que apresentarem "resistência" contra as autoridades.

Segundo o jornal La Repubblica, a substituta de Salvini no Ministério do Interior, Luciana Lamorgese, quer revogar as normas contra as ONGs do Mediterrâneo e ampliar as possibilidades de permissão de estadia para migrantes. (ANSA)

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