Isolamento por vírus atinge só 0,1% das cidades italianas

Codogno, na Lombardia, é uma das 11 cidades em quarentena na Itália
Codogno, na Lombardia, é uma das 11 cidades em quarentena na Itália (foto: AFP)
10:06, 28 FevSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Apesar do pânico que tomou conta da Itália e de turistas com viagem marcada ao país por conta da epidemia do novo coronavírus, a situação ganha outros contornos quando se analisa os números friamente.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores italiano, é possível circular em 7.893 das 7.904 cidades do país. As únicas 11 exceções são Bertonico, Casalpusterlengo, Castelgerundo, Castiglione d'Adda, Codogno, Fombio, Maleo, San Fiorano, Somaglia e Terranova dei Passerini, todos na Lombardia, e Vo', no Vêneto. Elas representam 0,14% do total de municípios da Itália e 0,04% do território nacional.

Cidades como Milão, capital da Lombardia, e Veneza, capital do Vêneto, não têm nenhuma restrição de circulação. As pessoas em quarentena, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, correspondem a 0,089% da população italiana.

"Estamos assistindo a uma preocupante proliferação de notícias inexatas e alarmistas sobre a situação sanitária em nosso país e que não refletem a realidade de um fenômeno que permanece significativamente circunscrito a algumas pequenas áreas", disse a Farnesina.

A Proteção Civil contabiliza 650 casos do novo coronavírus na Itália, mas o Instituto Superior da Saúde (ISS), órgão subordinado ao governo nacional responsável pelas contraprovas, afirma que apenas 282 foram "100%" certificados. (ANSA)

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