Premier da Itália restringe movimentação em todo o país por coronavírus

Decreto proíbe reuniões públicas e atividades esportivas no território

Conte pediu para todos os italianos permanecerem em suas casas e só saírem em caso de emergência ou para trabalhar (foto: ANSA)
19:59, 09 MarROMA ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, anunciou nesta segunda-feira (9) que todas as restrições anunciadas em decorrência da epidemia de coronavírus serão estendidas por todo o país. 

Durante coletiva de imprensa no Palazzo Chigi, o premier italiano suspendeu toda a circulação de pessoas pelo território, além de proibir reuniões públicas e atividades esportivas, incluindo partidas de futebol.

Conte também pediu para todos os italianos permanecerem em suas casas e só saírem em caso de emergência ou para trabalhar. As escolas e universidades do país vão permanecer fechadas até pelo menos 3 de abril.

“Adotamos uma nova decisão como governo. Estamos bem conscientes de como é difícil mudar todos os nossos hábitos. Entendo que famílias e jovens têm hábitos que, ao longo do tempo, em relação às nossas recomendações, podem ser alterados, mas não há tempo”, explicou.

Segundo o premier italiano, há um crescimento importante das infecções e das mortes. De acordo com novo balanço, 463 pessoas morreram e mais de 9 mil estão infectadas.

“Nossos hábitos devem ser mudados agora. Todos devemos desistir de algo para o bem da Itália. Devemos fazê-lo imediatamente e só teremos sucesso se todos trabalharmos juntos e nos adaptarmos a esses padrões mais rígidos”, acrescentou Conte.

As medidas fazem parte de um novo decreto, após o assinado pelo político no último final de semana, e vão entrar e vigor a partir desta terça-feira (10).

Com a decisão, toda a Itália ficará em quarentena. “Decidi, com os outros membros do governo, tomar medidas ainda mais fortes e reforçá-las para conter o avanço do coronavírus e proteger a saúde dos cidadãos”, informou o premier.

Desde o início desta segunda-feira, a polícia já havia começado a fazer controles em aeroportos, estações de trem e rodovias, inclusive um casal de Parma foi denunciado por tentar embarcar para férias em Madri, na Espanha.

As restrições, no entanto, estavam sendo aplicadas, majoritariamente, nas regiões do norte do país, onde mais de 16 milhões de pessoas estavam isoladas na chamada “zona vermelha”. (ANSA)

 

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