Salvini diz que isolar Itália por vírus 'não é suficiente'

Ex-ministro pediu incremento no valor para estimular economia

Ex-ministro pediu incremento no valor anunciado por Conte para estimular economia
Ex-ministro pediu incremento no valor anunciado por Conte para estimular economia (foto: ANSA)
19:50, 09 MarROMA ZCC

(ANSA) - O ex-ministro do Interior da Itália Matteo Salvini afirmou nesta segunda-feira (9) que, apesar de ser um primeiro passo a decisão tomada pelo governo de Giuseppe Conte de ampliar a quarentena em todo o país por conta do coronavírus, ainda "não é suficiente".

"O que foi anunciado pelo governo é um primeira passo, agradecemos, mas não é suficiente. Devemos fazer rapidamente e mais, sem hesitação. Feche tudo imediatamente, sem deixar espaço para dúvidas ou interpretações", escreveu o político italiano no Twitter.

Segundo Salvini, é necessário também incluir no orçamento "uma ajuda imediata para as famílias e empresas, especialmente as pequenas, não com 7, mas 70 bilhões".

A declaração faz referência ao pacote de 7,5 bilhões de euros anunciado por Conte para combater os efeitos da epidemia do coronavírus na economia nacional. Para o líder da extrema-direita na Itália, a Europa perde tempo discutindo em vez de tomar decisões. "Todo dia perdido é um drama, querer é poder".

Além de Salvini, a medida também foi criticada pela líder do partido Irmãos da Itália, Giorgia Meloni, que também pediu para o governo fornecer certas informações sobre o que as novas regras implicam.

"É certamente um passo forte. O que acho que não está funcionando é a confusão fora de medida. Tínhamos um decreto que foi feito há dois dias. Alargar a zona vermelha a toda a Itália é uma medida que está no papel, mas se torna muito importante para os cidadãos", afirmou.

Em seu discurso, Conte estendeu para o país todo as restrições de viagens que já estavam em vigor no norte da Itália, região mais afetada pela epidemia. As novas regras vão impedir que a população saia das regiões onde vivem. Além disso, reuniões públicas e atividades esportivas foram proibidas. O transporte público, por sua vez, continuará em operação. Entretanto, escolas e universidades ficarão fechadas até 3 de abril. (ANSA)

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