Itália tem maior número de mortes por coronavírus em 24 horas

Ao todo, país registrou 827 vítimas, sendo 196 em um dia

Ao todo, país registrou 827 vítimas, sendo 196 em um dia (foto: ANSA)
17:46, 11 MarROMA ZCC

(ANSA) - A Defesa Civil da Itália anunciou nesta quarta-feira (11) que o número de mortos no país em decorrência do novo coronavírus subiu para 827, um crescimento recorde de 196 vítimas em apenas 24 horas.

Este é o maior aumento desde que os casos de contágio começaram a ser registrados em 21 de fevereiro. Já a quantidade de pessoas contaminadas aumentou mais 2.076, totalizando 10.590 casos ativos de infecções por Covid-19.

Até o momento, existem no país 5.838 pacientes com sintomas, 1028 em terapia intensiva e 3.724 em isolamento domiciliar. De acordo com os dados, a doença já atingiu 12.462 pessoas, incluindo 1.045 indivíduos já recuperados.

O chefe da Proteção Civil, Angelo Borrelli, explicou que entre o número total de casos registrados nas últimas 24 horas (2.076), pelo menos 600 pessoas estão concentradas na região da Lombardia, no norte da Itália.

No balanço anterior, o número de pacientes subiu para 529, o que em relação aos dados de hoje significa um crescimento de 24,3% em apenas um dia.

Segundo o balanço, os casos confirmados em cada região são: Lombardia (5.763), Emilia Romagna (1588), Vêneto (940), Piemonte (480), Marcas (461), Toscana (314), Ligúria (181), Campânia (149), Lazio (125), Friuli Venezia Giulia (110), Puglia (71), Trento (74), Bolzano (75), Sicília (81), Úmbria (44), Abruzzo (37), Sardenha (37), Vale de Aosta (19), Calábria (17), Molise (16) e Basilicata (8).

Atualmente, a Itália e o Irã são os dois países que lideram em número de casos da doença, apenas atrás da China. O país da bota, por sua vez, tomou medidas drásticas para tentar conter a epidemia.

Na última segunda-feira (9), o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, assinou um decreto que restringe a circulação de pessoas em todo o território nacional, mas permite que cidadãos saiam de casa por motivos de trabalho, razões de saúde ou situações de necessidade. Além disso, o texto prevê o fechamento de museus, sítios arqueológicos, escolas, universidades e casas noturnas. (ANSA)

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