Após decreto que fecha comércio, Roma amanhece deserta

Roma deserta após novo decreto do premiê Giuseppe Conte (foto: ANSA)
13:17, 12 MarROMA ZLR

(ANSA) - Uma cidade deserta, com monumentos sem turistas e ruas vazias. Assim Roma acordou nesta quinta-feira (12) para um dia atípico, após o primeiro-ministro da Itália ter decretado o fechamento de todo o comércio não-essencial, como bares, restaurantes, lojas de roupas e cabeleireiros, por conta da epidemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no país.

A medida mantém abertos apenas bancos, transportes públicos, serviços de saúde, farmácias, bancas, tabacarias e lojas de alimentos e itens de primeira necessidade, como sabonetes e detergentes. Restaurantes só podem funcionar por delivery.

O objetivo é claro: despovoar o máximo possível as ruas do país, que já tinham baixa movimentação de pessoas desde o início da semana, quando Conte autorizara a circulação em público apenas em caso de comprovada necessidade ou por motivos de trabalho.

Em Roma, poucos carros se aventuraram pelas ruas na manhã desta quinta, e os meios de transporte circularam praticamente vazios. Em frente à sempre concorrida Fontana di Trevi, uma patrulha da polícia monitorava a situação para impedir improváveis aglomerações.

Comércios exibiam portas fechadas por toda a cidade, inclusive os tradicionais bares 24h do centro histórico da capital. Seguindo o decreto de Conte, bancas e tabacarias abriram as portas, mas receberam poucos clientes.

Nos subúrbios, alguns madrugadores aproveitaram as ruas vazias para se exercitar, porém ainda não está claro se será permitido fazer caminhadas ao ar livre - o governo pede para se manter uma distância mínima de segurança de um metro entre as pessoas.

"Na dúvida, saí para treinar um pouco", disse um corredor com a boca coberta por um lenço na fria manhã de inverno em Roma. O clube que leva o nome da capital, por sua vez, decidiu suspender os treinamentos pelo menos até 16 de março.

Os dois principais aeroportos que servem a cidade também reduziram suas operações, até pela drástica diminuição no número de voos e passageiros. A partir de 17 de março, o Terminal 1 do Aeroporto Leonardo da Vinci, em Fiumicino, ficará temporariamente fechado.

Já o Aeroporto de Ciampino suspenderá todos os voos comerciais de passageiros a partir de sábado (14). (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA