Premier da Itália dá 3 dias para empresas fecharem

Conte assinou decreto que ficará em vigor até 3 de abril

Conte assinou decreto que ficará em vigor até 3 de abril
Conte assinou decreto que ficará em vigor até 3 de abril (foto: ANSA)
18:40, 23 MarROMA ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, assinou um decreto nesta segunda-feira (23) no qual determina que o fechamento de todas as atividades produtivas que não sejam estratégicas para o país deve acontecer em até três dias.

A medida ficará em vigor até o dia 3 de abril e já havia sido anunciada no último final de semana depois das intensas pressões das regiões do norte italiano, epicentro da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) e principal polo industrial do país, por ações mais drásticas para conter os contágios.

O decreto prevê que só serão "permitidas atividades que prestam serviços de utilidade pública, bem como serviços essenciais". Além de mercados e farmácias, também serão garantidos serviços bancários, postais, securitários, financeiros e de transportes. Ao todo, o governo disponibilizará mais de 80 serviços reconhecidos como essenciais.

No documento, no entanto, Conte afirma que museus e outros institutos e locais culturais, bem como serviços que dizem respeito à educação, permanecerão inoperantes, mas podem funcionar à distância ou de maneira remota, dentro dos limites atualmente permitidos, ou seja, em modo home office.

O decreto também contém a nova limitação de movimentos da população, a qual retira a possibilidade do cidadão regressar para sua residência. "É proibido que todas as pessoas físicas se desloquem ou se desloquem por meios de transporte público ou privado do município em que estão localizadas atualmente, exceto por necessidades comprovadas de trabalho, de urgência absoluta ou por motivos de saúde", diz o texto.

Protestos -

Após a medida, sindicatos da região da Lombardia, no norte da Itália, anunciaram greves para proteger a saúde de seus trabalhadores, afirmando que o decreto do governo contém muitas exceções.

"O decreto permite que muitas empresas permaneçam abertas, muitas sem as garantias e normas de segurança adequadas, criando condições não acordadas conosco e despertando muita preocupação entre os trabalhadores", disse Paolo Pirani, chefe nacional dos trabalhadores químicos e têxteis.

Em uma declaração conjunta, os sindicatos de metalúrgicos, FIOM, FIM e UILM, declararam uma paralisação de um dia, no próximo dia 25 de março, para trabalhadores em todas as fábricas que não estão ligadas diretamente ao setor de saúde. (ANSA)

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