'Só ebola era mais grave', diz médico cubano na Itália

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Médicos cubanos chegam à Itália para combater coronavírus
Médicos cubanos chegam à Itália para combater coronavírus (foto: ANSA)
08:48, 23 MarMILÃO ZLR

(ANSA) - Um dos médicos cubanos enviados à Itália para combater o novo coronavírus (Sars-CoV-2) afirmou nesta segunda-feira (23) que a atual pandemia só não é mais grave que a epidemia de ebola que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016.

Leonardo Fernández, de 68 anos, é médico intensivista e já atuou em diversas emergências internacionais, incluindo terremotos e tsunamis, além da epidemia de febre hemorrágica que matou mais de 11 mil pessoas, quase todas elas em Serra Leoa, Libéria e Guiné.

"Na minha opinião, só o ebola era mais grave que esse coronavírus", afirmou o médico, em entrevista por telefone à ANSA. Fernández chegou na Itália neste domingo (22), ao lado de outros 36 médicos e 15 enfermeiros cubanos.

O grupo trabalhará em um hospital de campanha de Crema, na Lombardia, que será inaugurado nesta terça (24). "Chegamos aqui para ajudar, ajudar e ajudar", declarou Fernández, acrescentando que ficará na Itália "o tempo que for necessário para resolver a emergência".

"Estou certo de que venceremos a Covid-19 [doença provocada pelo novo coronavírus], não tenho dúvidas", garantiu. A Itália já contabiliza quase 60 mil casos e 5,5 mil mortes na pandemia.
 (ANSA)

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