Premier da Itália firma decreto e prorroga isolamento até 13 de abril

Medidas têm como objetivo evitar a propagação do coronavírus

Medidas têm como objetivo evitar a propagação do coronavírus (foto: ANSA)
07:50, 02 AbrROMA ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, formalizou nesta quarta-feira (1º), com um novo decreto, a prorrogação de todas as medidas de isolamento, previstas inicialmente para terminar em 3 de abril, até o próximo dia 13, um dia depois da Páscoa.

Durante coletiva de imprensa no Palazzo Chigi, Conte ressaltou que a decisão foi tomada porque "a Itália ainda não está em condições de facilitar as regras de confinamento e aliviar os inconvenientes e poupar os sacrifícios aos quais o país está sujeito".

"Os mortos são uma ferida que nunca poderemos curar", afirmou o premier italiano, lembrando das 13.155 vítimas provocadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), segundo o último balanço da Defesa Civil.

O novo documento foi assinado pelo premier italiano e prevê que todas as restrições de deslocamentos e fechamento das atividades produtivas que não sejam estratégicas para o país sejam mantidas.

A novidade diz respeito à prática de exercícios físicos envolvendo clubes e atletas profissionais de todas as modalidades. De acordo com o texto, "não apenas os eventos e competições esportivas de todos os tipos e disciplinas estão suspensos em locais públicos ou privados, mas também sessões de treinamento para atletas profissionais e não profissionais".

"Se começássemos a afrouxar as medidas, todos os esforços seriam em vão, pagaríamos um preço muito alto, além do custo psicológico e social, seríamos forçados a recomeçar, um custo duplo", alertou Conte, apelando para que todos continuem a cumprir as medidas.

O premier informou que ainda "há uma pequena minoria de pessoas que não respeitam as regras". "Impusemos sanções severas e medidas pesadas. Não podemos permitir que a irresponsabilidade de alguns prejudique a todos".

Em seu pronunciamento, Conte ainda ressaltou que não pode garantir que a partir de 14 de abril as regras de isolamento serão afrouxadas. 

"Não estamos em posição de dizer que em 14 de abril relaxaremos as medidas. Quando os especialistas nos disserem, entraremos na fase 2 de relaxamento gradual e depois passaremos para a fase 3 para sair da emergência, da reconstrução, do renascimento", declarou.

Mais cedo, ele não descartou a possibilidade de estender as medidas restritivas até 3 de maio, dizendo que "é uma hipótese", mas "neste momento é cedo" afirmar.

Na ocasião, o premier explicou que todos os especialistas do governo italiano atualizam os dados todos os dias e que até 20 de abril haverá elaborações de medidas.

"Dizer hoje 'início de maio ou final de abril' não faz sentido. Os italianos devem saber que o regime de restrições é necessário. No momento em que virmos a possibilidade de afrouxar esse controle, seremos os primeiros a querer fazê-lo", afirmou.

O novo decreto também proíbe os cidadãos a realizarem caminhadas acompanhados de crianças. "Não autorizamos o horário da caminhada com as crianças. Dissemos apenas que quando um dos pais vai às compras, é possível permitir o acompanhamento de uma criança. Mas não deve ser uma oportunidade para passear e relaxar as medidas", explicou.

Desde o dia 10 de março, os cidadãos da Itália só podem sair de casa por comprovados motivos de trabalho, saúde ou familiares, para comprar alimentos ou para praticar exercícios físicos, desde que seja individualmente e nos arredores da própria residência.

Além disso, o governo decretou na semana passada o fechamento de todas as atividades produtivas que não sejam estratégicas para o país. A curva de contágios da pandemia do novo coronavírus vem desacelerando na Itália e as autoridades sanitárias locais já afirmaram que o país atingiu o "pico" das infecções. (ANSA)

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