Partido italiano pede renúncia de ministro da Economia

Liga protocolou moção de desconfiança por gestão de pandemia

Liga critica postura de Roberto Gualtieri em negociações com a UE e pede sua renúncia
Liga critica postura de Roberto Gualtieri em negociações com a UE e pede sua renúncia (foto: )
14:13, 27 AbrROMA ZGT

(ANSA) - O partido de extrema-direita Liga protocolou nesta segunda-feira (27) um pedido de moção de desconfiança contra o ministro da Economia e Finanças da Itália, Roberto Gualtieri, por conta da condução das negociações com a União Europeia.

O documento, que tem Matteo Salvini como a primeira assinatura, acusa Gualtieri de não ter passado o acordo com o bloco europeu para a aprovação do Senado, o que contrariaria a Constituição do país e o Regulamento da Casa.

Para os membros da Liga, o ministro não cumpriu o que havia afirmado em carta enviada para o Parlamento, de que negociaria os chamados "coronabonds", títulos de dívida comum, e que buscaria um acordo "sem condicionantes" sobre o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MES), um fundo financeiro para ajudar os Estados-membros em momentos de crise.

Criticando Gualtieri, a sigla de extrema-direita reclamou que não foi ouvida para adicionar o MES "entre os instrumentos idôneos para a gestão da crise". "Visto o êxito extremamente insatisfatório das negociações cruciais relativas ao apoio financeiro ao país na emergência Covid-19 [...], exprime a própria desconfiança ao ministro da Economia e das Finanças, Roberto Gualtieri, e o exorta a assinar imediatamente a sua demissão", finaliza o documento.

As discussões na União Europeia sobre qual era a melhor maneira para combater os efeitos financeiros da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) dividiram os países-membros e se arrastaram por dias.

Em 23 de abril, após inúmeras rodadas de negociação, o premier italiano, Giuseppe Conte, anunciou que a Comissão Europeia teria até o dia 6 de maio para apresentar um plano de recuperação econômica. Entre as principais novidades, está a criação de um fundo europeu "para a recuperação de valores mobiliários europeus comuns, que financiaria todos os países mais afetados" pela pandemia. (ANSA)

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