Pandemia na Itália mantém tendência de desaceleração

País registra 203.591 casos de coronavírus e 27.682 óbitos

Faixa em Nápoles pede relaxamento de quarentena para crianças, em 27 de abril
Faixa em Nápoles pede relaxamento de quarentena para crianças, em 27 de abril (foto: )
13:42, 29 AbrROMA ZLR

(ANSA) - A Itália registrou nesta quarta-feira (29) mais 2.086 casos (+1%) e 323 óbitos (+1,2%) na pandemia do novo coronavírus.

Com isso, segundo balanço da Defesa Civil, o total de infecções no país subiu para 203.591, enquanto o número de mortes chegou a 27.682. Os dados diários são levemente inferiores aos de terça-feira (28), quando o país havia registrado 2.091 casos e 382 falecimentos.

Já a cifra de curados da Covid-19 atingiu 71.252, com um acréscimo de 2.311 pacientes recuperados em 24 horas (+3,4%). Com isso, o número de casos ativos caiu pelo terceiro dia seguido, totalizando 104.657 (-0,5%).

Desse total, 1.795 pacientes estão em UTIs - cifra que está em queda há quase um mês -, 19.210 estão internados fora da terapia intensiva, e 83.652 estão em isolamento domiciliar.

 

Em quarentena desde 10 de março, a Itália já iniciou um percurso de retomada das atividades econômicas e sociais, com a reabertura de livrarias, papelarias e lojas de produtos para crianças na maior parte do país.

A partir de 4 de maio, os italianos também poderão voltar a frequentar parques, a comprar comida para viagem e a realizar funerais, desde que respeitadas normas de distanciamento e higiene.

O programa de saída da quarentena, no entanto, frustrou parte dos italianos, que esperavam medidas mais agressivas, aumentando a pressão para o primeiro-ministro Giuseppe Conte acelerar o cronograma de reabertura.

Um grupo de parlamentares de extrema direita chegou a protestar em frente à sede do governo na tarde desta terça-feira, e a oposição apresentou nesta quarta uma moção pedindo o "restabelecimento das liberdades constitucionais", mas Conte segue irredutível e se apoia nos pareceres de um comitê científico que o assessora no combate à pandemia.

"Anunciamos alguns passos adiante. Não é suficiente para alguns, mas não podíamos fazer mais", disse o premiê nesta terça, acrescentando que o risco de retorno do contágio "é muito concreto". (ANSA)

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