Itália está longe de imunidade de rebanho, diz instituto

Casos confirmados de coronavírus são menos de 1% da população

Movimentação em Roma, capital da Itália, após relaxamento de quarentena
Movimentação em Roma, capital da Itália, após relaxamento de quarentena (foto: ANSA)
13:55, 07 MaiROMA ZLR

(ANSA) - Apesar de ser um dos países mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus, a Itália ainda está longe de atingir a chamada imunidade de rebanho, ou seja, quando a parcela da população imunizada a um determinado patógeno é grande o suficiente para evitar que ele continue se disseminando.

Em audiência na Comissão de Relações Sociais do Parlamento, o presidente do Instituto Superior da Saúde (ISS), Silvio Brusaferro, disse nesta quinta-feira (7), sem citar números, que os dados "mostram que o percentual de imunes é ainda muito baixo".

"Globalmente, estamos muito longe dos 70% necessários para a imunidade de rebanho. O objetivo é conter o vírus, ainda não somos capazes de pensar em erradicação, que será possível só com a vacina", acrescentou o presidente do ISS, órgão técnico-científico do sistema de saúde pública da Itália.

O país contabiliza 215.858 casos do novo coronavírus, segundo a Defesa Civil, o que representa 0,35% da população. Há estudos que apontam que o número real de contágios pode ser 10 vezes maior, mas, ainda assim, isso significaria apenas 3,5% do total de habitantes da Itália.

O governo já lançou um projeto para realizar testes sorológicos (que buscam anticorpos contra o Sars-CoV-2 no sangue) para estimar o percentual de infectados na população a partir de uma amostra de 150 mil pessoas. (ANSA)

 

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