Italiana libertada na Somália teria se convertido ao Islã

Silvia Romano passou 17 meses em cativeiro na África Oriental

Silvia Romano (centro) é recebida pelo premiê Giuseppe Conte (esquerda) e pelo chanceler Luigi Di Maio (direita)
Silvia Romano (centro) é recebida pelo premiê Giuseppe Conte (esquerda) e pelo chanceler Luigi Di Maio (direita) (foto: ANSA)
12:31, 10 MaiROMA ZLR

(ANSA) - A voluntária italiana Silvia Romano, libertada neste fim de semana após ter passado mais de 17 meses sequestrada na África Oriental, teria se convertido ao Islã.

Segundo fontes ligadas à investigação que apura as circunstâncias do rapto, a jovem de 24 anos mencionou a possível conversão logo após ter sido libertada, nos arredores de Mogadíscio, capital da Somália, neste sábado (9), mas sem dar maiores detalhes.

Ainda de acordo com as mesmas fontes, Romano teria dito que pretendia falar primeiro com sua família sobre o assunto. Os investigadores cogitam que a possível adesão ao Islã possa ser resultado das "condições psicológicas em que ela se encontrou durante o sequestro".

A italiana desembarcou em Roma neste domingo (10), vestindo uma roupa islâmica que cobria todo o seu corpo, com exceção do rosto. "Estou bem, física e mentalmente, me sinto muito feliz. Agora quero apenas ficar com minha família", disse a jovem em seu retorno.

Romano era voluntária da ONG Africa Milele e havia sido raptada em 20 de novembro de 2018, quando um comando armado invadiu o vilarejo de Chakama, no litoral do Quênia. Ninguém reivindicou o sequestro, mas a principal suspeita sempre recaiu sobre terroristas somalis ligados ao grupo jihadista Al Shabab.

Ela foi resgatada nos arredores de Mogadíscio, em uma operação conduzida pelos serviços de inteligência da Itália, da Somália e da Turquia, que tem estreitas ligações com o país africano. As autoridades italianas, no entanto, não deram maiores detalhes sobre como foi feito o resgate. (ANSA)

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