Premier italiano pede lei contra a homofobia no país

Presidente da Itália também condenou discriminação contra LGBTQ+

Premier e presidente italianos pediram o fim das discriminações contra LGBTQ+
Premier e presidente italianos pediram o fim das discriminações contra LGBTQ+ (foto: EPA)
14:06, 17 MaiROMA E BOLONHA ZGT

(ANSA) - No Dia Internacional contra a Homofobia, celebrado em todo o mundo neste dia 17 de maio, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, pediu que os partidos do país criem uma lei sobre o tema.

"Há o meu convite para que todas as forças políticas possam convergir sobre uma lei contra a homofobia que aponte também uma robusta ação de formação cultural. A violência é um problema cultural e uma responsabilidade social", escreveu o premier em seu Twitter neste domingo, defendendo que essa não é uma "simples data", mas sim um "momento de reflexão para todos".

Quem também se manifestou pela data foi o presidente da Itália, Sergio Mattarella, que emitiu uma nota oficial condenando a discriminação contra pessoas LGBTQ+.

"A data do 17 de maio foi escolhida, em âmbito internacional, para promover o combate às discriminações, a luta contra os danos e a promoção do conhecimento que atinge todos os fenômenos que, por meio da homofobia, da transfobia e da bifobia, perpetram contínuas violações da dignidade humana", escreveu o mandatário.

Segundo Mattarella, "as discriminações baseadas na orientação sexual constituem uma violação do princípio da igualdade e lesam os direitos humanos necessários a um pleno desenvolvimento da personalidade humana que encontra tutela específica na nossa Constituição".

O secretário-geral da Arcigay, uma das maiores entidades que representam os direitos das pessoas LGBTQ+, Gabriele Piazzoni, elogiou os dois comentários dos líderes do governo e da Presidência.

"Acolhemos positivamente as palavras do presidente da República, Sergio Mattarella, e o apelo do presidente do Conselho, Giuseppe Conte, para que as forças políticas convirjam, depois de tantos anos de discussão e tentativas de voto, sobre um texto de lei contra as discriminações baseadas na orientação sexual e sobre a identidade de gênero de maneira eficaz e concreta", escreveu Piazzoni em nota. (ANSA)

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