Pandemia não é igual a guerra, diz ex-partisan italiana

Assunta Cutraro, 94 anos, lutou contra nazifascismo

Manifestação de partisans em Roma, capital da Itália
Manifestação de partisans em Roma, capital da Itália (foto: ANSA)
11:57, 21 MaiPOMIGLIANO D'ARCO ZLR

(ANSA) - Com 5 milhões de casos, cerca de 330 mil mortes e efeitos devastadores sobre a economia, a pandemia do novo coronavírus é frequentemente comparada a uma guerra, especialmente por ter paralisado países mundo afora, mas, para quem viveu os horrores de um conflito, as duas coisas não podem ser colocadas em pé de igualdade.

A italiana Assunta Cutraro, 94 anos, foi partisan e lutou na Resistência contra o nazifascismo na Segunda Guerra Mundial. Com a eclosão da pandemia, teve de enfrentar também a solidão imposta pelas medidas de isolamento, primeiro em casa e depois no hospital por causa de uma bronquite.

A ex-partisan vive em Pomigliano d'Arco, região metropolitana de Nápoles, e diz não ter medo do novo coronavírus, que, segundo ela, "não tem nada a ver com a guerra e a crueldade que os alemães mostraram".

Cutraro foi condecorada por ter salvado algumas pessoas da prisão - e talvez da morte - durante à histórica insurreição popular em Nápoles contra a ocupação nazifascista, em setembro de 1943. Na ocasião, ela explodiu um veículo alemão e foi baleada durante a fuga, mas acabou escapando.

A ex-partisan, no entanto, perdeu a condecoração há alguns anos. "Gostaria de me encontrar com [o primeiro-ministro] Conte, me parece uma pessoa séria. E espero que quem levou minha condecoração me devolva", disse. (ANSA)

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