Manifestantes atacam busto de general colonialista em Roma

Antonio Baldissera comandou tropas italianas na Eritreia

Limpeza de busto de Antonio Baldissera em Roma
Limpeza de busto de Antonio Baldissera em Roma (foto: ANSA)
12:27, 19 JunROMA ZLR

(ANSA) - Manifestantes antirracismo jogaram tinta vermelha sobre um busto em Roma do general Antonio Baldissera (1838-1917), antigo comandante das tropas italianas na Eritreia, na madrugada desta sexta-feira (19).

O ato acontece em meio aos crescentes questionamentos contra monumentos em homenagem a personagens escravocratas, racistas e colonialistas em países ocidentais.

A ação foi reivindicada pelo grupo "Restiamo umani" ("Permaneçamos humanos", em tradução livre). "Desmantelaremos os símbolos do colonialismo na capital", disse a organização, criticando estátuas que "conferem glória eterna a homens culpados das piores atrocidades".

Baldissera também foi governador-geral da Eritreia, primeira colônia do então Reino da Itália na África, entre 1888 e 1889. Segundo o grupo "Restiamo umani", o passado colonial italiano deve ser lembrado como um "crime".

Além disso, os manifestantes espalharam placas com os nomes de George Floyd, ex-segurança negro assassinado por um policial branco nos Estados Unidos, e Bilal Ben Messaud, migrante que morreu após ter tentado fugir de um navio de quarentena na costa italiana.

As placas foram colocadas sobre os nomes da rua e do largo Amba Aradam, que homenageiam uma batalha entre a Itália fascista e a Etiópia na década de 1930.

No último fim de semana, manifestantes de Milão já haviam pichado uma estátua do jornalista Indro Montanelli (1909-2001), que serviu na Etiópia e admitiu ter comprado uma menina eritreia de 12 anos como escrava. (ANSA)

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