Itália aprova 130 obras estratégicas para acelerar retomada

Premier anunciou decreto-lei para simplificar procedimentos

Novo decreto-lei quer simplificar regras para acelerar a retomada econômica pós-pandemia
Novo decreto-lei quer simplificar regras para acelerar a retomada econômica pós-pandemia (foto: )
10:46, 07 JulROMA ZGT

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, confirmou durante entrevista coletiva nesta terça-feira (07) a aprovação do decreto-lei da simplificação, que prevê a construção de cerca de 130 obras estratégicas para a retomada econômica pós-pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

"Ontem, durante o Conselho dos Ministros, nós aprovamos um elenco de 130 obras estratégicas na Itália, rapidamente individualizadas especificamente pelo Ministério da Infraestrutura. A essas, juntamos ainda aquelas de competência de outros ministérios, como as para a saúde, prisões, polícia", disse Conte aos jornalistas.

Segundo o premier, uma série de reuniões com partidos e entidades sociais foram unânimes em pedir "a redução da burocracia para fazer o país andar rapidamente". Por isso, o dl "Italia Veloce" (Itália Veloz, em tradução livre) foi criado.

"Nós sempre estivemos convencidos desta prioridade e fizemos isso com um decreto-lei que simplifica, agiliza, digitaliza, desbloqueia de uma vez por todas os canteiros e os serviços", destacou. No entanto, ao defender a velocidade e a digitalização, Conte afirmou que serão tomadas medidas para evitar que "grupos criminosos" se beneficiem da medida, adulterando licitações que "ferem a concorrência".

A fala tem a ver com um recente estudo publicado pelo próprio governo em que é possível verificar que tanto o crime organizado como as máfias italianas ampliaram seu poder por conta da crise econômica gerada pela Covid-19, especialmente nos setores do turismo e nos de bares e restaurantes.

Segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela Comissão Europeia, a Itália deve ser o país da zona do euro que mais sofrerá com a retração econômica por conta da pandemia, com estimativas de queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 11,2%. (ANSA)

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